Um país, três carreiras docentes

Acores

Açores: aprovada recuperação do tempo dos professores. Por unanimidade

O Partido Socialista que nega aos professores continentais a recuperação do tempo de serviço é o mesmo que acaba de fazer aprovar a sua contagem integral para os professores açorianos. Com o apoio unânime dos restantes partidos. E sem qualquer condicionante de natureza orçamental, uma exigência que no Parlamento nacional justificou uma ameaça de demissão do Governo e a subsequente pirueta dos partidos de direita, deixando cair as reivindicações dos professores.

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou esta terça-feira, por unanimidade, uma proposta do Governo Regional, socialista, que procede à recuperação do tempo de serviço docente congelado no arquipélago, de forma faseada, ao longo de seis anos.

“A recuperação far-se-á de um modo faseado. Durante um período de seis anos, compreendido entre 2019 e 2024 e produzindo efeitos a 1 de setembro de cada um dos anos”, explicou, no Parlamento, o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, durante a apresentação da proposta.

Segundo o governante, esta recuperação do tempo de serviço congelado aos docentes (entre janeiro de 2011 e dezembro de 2017), abrange todos os professores que desempenham ou tenham desempenhado funções nas escolas da região nesse período, desde que tenham uma avaliação de desempenho, no mínimo, de “Bom”.

Avelino Meneses lembrou ainda que a proposta de decreto legislativo regional agora aprovada pelos deputados, garante a recuperação de sete anos de serviço docente congelado, “sem qualquer condicionante de natureza orçamental”, ao contrário do que acontece com o arquipélago da Madeira.

A oposição parlamentar não deixou de sublinhar a incoerência e o tratamento desigual que a classe docente recebe por parte de dois governos do mesmo partido num país que, até ver, continua a ser um só. Mas o PS regional levava a lição bem estudada. Porque é que só os nossos professores recuperam o tempo todo? Porque nós podemos e os outros não!…

“Fizemos uma coisa que o Governo do país não vai fazer por que não pode. Fizemo-lo porque os Açores têm as melhores finanças de Portugal”, garantiu o titular da pasta da Educação nos Açores, provocando gargalhadas de alguns deputados da oposição.

Perante esta afirmação, o líder da bancada do CDS, Artur Lima, perguntou a Avelino Meneses por que razão o executivo socialista estava a fasear a recuperação do tempo de serviço congelado: “Se as contas públicas estão assim tão boas, então pague aos professores!”

2 thoughts on “Um país, três carreiras docentes

  1. Eis a República Democrática dos Açores que se tornou independente de Portugal e a gente não teve conhecimento.

    É o que faz as vaquinhas irem umas atrás das outras, felizes e contentes, para a ordenha mecânica.

    Ai, esperem lá, estavam felizes por se encostarem aos robots…..

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  2. Lá está, receberem todos os retroativos e o cronómetro andou para trás.

    Os famosos comentadores da tv e os políticos do continente nada comentam, nem o PR(tira uma foto)?

    Nem sai uma noticiasita na Reuters a denunciar a situação.

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