Colaborações: ComRegras

topo-e-fundo_ComRegrasNo Topo: Novo regime de acesso ao ensino superior para alunos dos profissionais

O Governo anunciou que irá ser criado um novo regime de acesso ao ensino superior, para alunos dos cursos profissionais, que dispensa a realização de exames nacionais. A notícia divide o mundo da Educação e nem todos, por certo, a aprovarão. Ela parece confirmar a via de um certo facilitismo como opção para resolver problemas complicados no sector da Educação. Mas também se pode perguntar se é justo impor, aos candidatos oriundos dos profissionais, regras que os colocam em desvantagem relativamente aos colegas dos cursos científico-humanísticos…

No Fundo: O PSD a roer a corda… aos professores

No rescaldo da manifestação nacional de professores do passado sábado, as atenções de quem não desiste da recuperação integral do tempo de serviço centram-se agora no Parlamento. Onde a apreciação do decreto governamental e a votação da ILC sobre a matéria já têm data marcada: 16 de Abril.

4 thoughts on “Colaborações: ComRegras

  1. Um aluno “médio”, oriundo dos cursos profissionais, estará minimamente preparado para frequentar com sucesso um curso superior?
    Abrindo uma auto-estrada destas para o ensino superior, não se estará a empurrar uma boa parte dos alunos para o ensino profissional?

    Gostar

    • Não se preocupe. Mais ano menos ano, serão as universidades e politécnicos a selecionar os seus alunos. Nesse instante, toda a gente ficará contente, nomeadamente os papás com poder económico, os professores dos politécnicos vazios e todos aqueles que fazem da educação um negócio.
      O ensino profissional tem regras claras que todos os alunos, que os procuram maioritariamente para fazerem o ensino secundário sem esforço nenhum, conhecem. Porém, coitadinhos deles porque estão em desvantagem no acesso à universidade. A sério? Andamos a brincar com isto.
      Quando der para o torto, lá estarão a lamentar isto, aquilo e aqueloutro. Já todos vimos este filme inúmeras vezes. Não é sério.

      Gostar

  2. A verdade é que falta coerência ao sistema educativo e as medidas que vão sendo tomadas destinam-se, umas a satisfazer clientelas, outras a poupar dinheiro, outras ainda a melhorar os indicadores estatísticos, sobretudo os que têm impacto internacional.

    Aposta-se no ensino profissional essencialmente porque se consegue ir buscar financiamento europeu para os cursos. No dia em que deixarem de ser financiados, descobrirão neles imensos defeitos…

    Facilita-se o acesso à universidade não porque tenhamos necessidade de tantos licenciados e mestres como estamos a formar, mas porque é preciso, num quadro de declínio demográfico, garantir que os políticos que vão fazer a sua comissão de serviço no governo ou no parlamento ainda terão o seu lugar de recuo na universidade quando cessarem funções.

    E, como é evidente, estes acessos tipo via verde ao ensino superior serão sobretudo para os cursos dos politécnicos com falta de alunos. Que ninguém espere entrar desta forma para as escolas de economia com nome em inglês, os cursos de medicina ou as engenharias da moda…

    Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.