Massacre numa escola brasileira

brasil-luto.jpgUm adolescente de 17 anos e um homem de 25 mataram oito pessoas, nesta quarta-feira, na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na área metropolitana de São Paulo, Brasil. As oito vítimas são cinco crianças, duas funcionárias da escola e o proprietário de uma empresa de aluguer de viaturas vizinha do estabelecimento de ensino, detalhou o jornal Folha de São Paulo. Há ainda uma dezena de feridos.

Os atiradores suicidaram-se em seguida. A Polícia Militar identificou os autores do ataque como Guilherme Monteiro, de 17 anos, e Luís Henrique de Castro, de 25. Eram antigos alunos da instituição, que contava com 1067 estudantes e 105 funcionários. 

O bárbaro e ainda mal explicado massacre ocorrido na escola Raul Brasil desencadeou, como é natural, uma onda de solidariedade no país – onde foram decretados três dias de luto nacional – e um pouco por todo o mundo. É com apreensão e temor que assistimos à globalização desta nova forma de terror, particularmente trágica e perturbadora, que são os massacres escolares. Mas mesmo no rescaldo da tragédia, há quem consiga inverter completamente o problema e a sua solução, na linha da argumentação promovida pelo poderoso lobby armamentista dos EUA:

Copiando a retórica de Donald Trump, o senador Major Olímpio, eleito pelo estado de São de Paulo pelo Partido Social Liberal (que apoiou Bolsonaro), declarou que, “se os professores estivessem armados, e se os serventes [funcionários auxiliares] estivessem armados, essa tragédia de Suzano teria sido evitada”.

Por cá, destaco a iniciativa de solidariedade com as vítimas do massacre que o Agrupamento de Escolas da Abelheira, Viana do Castelo, irá promover. Quiçá um exemplo inspirador…

As imagens que nos chegam do Brasil, país com quem partilhamos a língua e tantos aspetos fundamentais da cultura, não podem deixar ninguém indiferente.

Crianças, professores e assistentes mortos e gravemente feridos num atentado a uma escola devem fazer-nos pensar sobre o grau de violência neste nosso mundo atual e tirar um momento para olhar o caso com solidariedade.

É um ato de cidadania refletir sobre como nos posicionamos perante estes atos de violência, infelizmente comuns em escolas dos EUA, que agora nos aparecem contados em português e sem precisar de legendas.

Estamos muito longe de chegar a esse ponto, mas a violência sempre nos surpreende e não nos deve deixar indiferente num mundo global.

Pouco podemos fazer, mas, como dizia Sophya de Mello Breyner, Vemos, ouvimos e lemos/Não podemos ignorar.

Por isso, nesta escola vamos fazer, de forma simples, o que é usual. Um minuto de silêncio coletivo dos alunos e corpo docente e não docente da escola que decorrerá às 10h25m, do dia 18 de março, segunda-feira.

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