Tens 9 anos. Já namoras?

E já agora: gostas de rapazes ou de raparigas? Ou de ambos?…

inq-sexualidade-e1539160722411.jpg

O inquérito que estará a ser feito a alunos da Escola Básica Francisco Torrinha, no Porto, não parece ser do agrado de alguns pais, que denunciaram a situação nas redes sociais. A mim, numa primeira leitura, e antes de ouvir explicações de quem de direito, parece-me um bocado disparatado, para não dizer completamente despropositado.

Qual o interesse de recolher, ainda que – vamos admitir – sob anonimato, este tipo de dados, sobretudo em idades tão precoces? E que uso se pretende fazer deles? Será uma prática restrita a esta escola ou a “política de recolha de dados” estende-se a todo o agrupamento a que pertence?

Às perguntas, para já sem resposta, aguardam-se os esclarecimentos dos responsáveis da escola e do agrupamento a que pertence.

Anúncios

8 thoughts on “Tens 9 anos. Já namoras?

  1. Resultado de uma obsessão que há muito tempo grassa nas escolas, traduzida na produção de inúteis, abundantes e despropositados inquéritos, questionários, grelhas, actas , relatórios por-tudo – e- por -nada, registos, eu sei lá. Se está no horizonte uma greve ao excesso de reuniões e afins , nesta linha seria oportuna uma outra capaz de controlar a febre da burocracia , que inutilmente tanto tempo, energias e dinheiro consome. Atrevo-me a dizer que, em boa parte, a culpa é de alguns professores – mais papistas que o papa. Infantilização? Perguntar não ofende…

    Gostar

  2. Tem tudo a sua graça… não se podem expor as faltas dos meninos (forma como os impostos dos portugueses são aplicados) por constituir uma violação da privacidade mas fazer questões sobre orientação sexual de crianças (com 9 anos????) já não é violação da privacidade? Até apostaria em como a coisa está inserida num projecto (e,vivam os projectos; abaixo as aulas) com um nome todo pomposo onde encaixa a igualdade de género, o direito à autodeterminação e a não descriminação…

    Quando a escola deixa de servir a sua finalidade fundamental que é ENSINAR, as aberrações não têm limite! Viva a escola do séc. XXI.

    Gostar

  3. Admito que o caso tem aspectos delicados e discutíveis e que podia ter sido conduzido de outra maneira. Mas pergunto: como se pode saber alguma coisa sobre a sexualidade naquelas idades sem perguntar? Ou será um assunto tão … nem sei o que lhe chamar … que o melhor é mesmo não saber nada?

    Gostar

    • De acordo. Para saber tem de se perguntar. A questão são as perguntas que se fazem e a forma como são feitas. Não é de qualquer maneira, nem deve ser feito por qualquer pessoa, sem conhecimentos, sensibilidade e experiência no assunto.

      Também não me parece admissível que se pegue em materiais feitos por entidades exteriores à escola, elaborados para servirem noutros contextos, e se usem assim, sem mais. Perguntar a um miúdo se gosta de “homens” ou “mulheres”, é o quê? Quando muito, se gosta de rapazes ou raparigas…

      Gostar

      • Acho que, no essencial, estou de acordo consigo.
        Mas algumas reacções que tenho lido parecem-me francamente exageradas. Muitos entram rapidamente em pânico sempre que aparece alguma coisa relacionada com sexo. Se calhar é melhor voltar a dizer aos meninos que os bebés vêm de Paris no bico de uma cegonha.

        Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.