E mandar a flexibilidade à fava?

flex2A azáfama que se vive nalgumas escolas faz lembrar os piores tempos do benaventismo e do lurdes-rodriguismo: à boleia de uma revisão curricular mal assumida, os malandros dos professores, que ainda trabalhavam pouco, estão a ser exortados a todo o tipo de trabalho suplementar: são os planeamentos, as monitorizações e os DACs, são os MOOCs e outras formações da treta sobre teorias da treta – a única coisa onde parece haver dinheiro fresco para gastar -, são reuniões para flexibilizar, articular e planificar, são mil e um novos documentos para elaborar, processos para reavaliar, critérios e instrumentos de avaliação para reformular.

Para a geração docente que predomina nas escolas, tudo isto fede irremediavelmente a velho e passado de validade: já passámos pela gestão flexível do currículo, pela área-escola e a área de projecto, pela formação cívica e os projectos curriculares de turma. E sabemos bem da escassa ou nula relevância de todos estes projectos. Não porque não tenham valor pedagógico as ideias que os alimentam: mas porque invariavelmente se transformam em burocracia inútil, que desgasta os professores em reuniões improdutivas e papéis que ninguém vai ler, desviando-os do que realmente é importante: preparar e desenvolver o trabalho directo com os alunos.

Estamos cansados, e não dei conta que nos tivessem aliviado o serviço, nem diminuído as turmas, nem reorganizado o horário lectivo e não lectivo, de forma a deixar-nos mais tempo para a carga de trabalhos que a flexibilidade irá implicar. Mas deve haver colegas bafejados pela sorte, pois que os vejo já dispostos a sacrificar tardes e noites para ajudar a cumprir a tosca reforma de João Costa e dos seus sequazes.

Pela minha parte, não esquecerei que o secretário de Estado que nos tenta dar lições de pedagogia e desenvolvimento curricular é o mesmo que não hesita, no artigo 35º da portaria 223-A/2018 que ele próprio assinou, em sujeitar os conselhos de turma às regras do procedimento administrativo.

Continuo a pensar que a classe docente ganharia outro respeito da opinião pública e, principalmente, mais respeito por si própria, se fosse capaz de se unir, numa estratégia inteligente, no boicote a estas pseudo-reformas feitas contra os professores e à custa do seu tempo, da sua energia, da sua boa vontade.

Pois ao contrário do que nos querem fazer crer, a oposição à flexibilidade obrigatória não é a defesa de um ensino passadista, contra a inovação pedagógica e o mundo digital. Desde sempre se inovou nas escolas portuguesas e se fizeram projectos que põem os professores e as disciplinas a trabalhar em conjunto, actividades que mobilizam toda a comunidade escolar, visitas de estudo e actividades práticas que articulam, enriquecem e mobilizam saberes.

Os professores devem ser profissionais autónomos, críticos e criativos, não burocratas educativos ao serviço da ditadura do projecto. O que esperam para recusar a formatação que lhes querem impor, com a cenoura dos MOOCs e o pau das direcções? Para quando uma revolta cívica da classe docente contra todas as falsas autonomias e absurdas flexibilidades com que os querem domesticar?

43 thoughts on “E mandar a flexibilidade à fava?

  1. Exactamente, Caro A. Duarte. Pena que este texto – ou outro equivalente – não se transforme numa espécie de Manifesto e seja debatido com afinco no seio da classe docente. Proporia, para começo, a sua “discussão” em sede de grupo disciplinar ou departamento – nem que fosse “clandestinamente”, para sossego dos medrosos – “categoria” que, inexplicavelmente , e ao que parece, tem atingido uma dimensão que me intriga.

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  2. Continuo a lecionar “como sempre”, isto é, variando métodos, técnicas, estratégias, actividades, procurando a melhor de chegar até aos alunos.

    Não gastei um segundo ainda com flexibilidades.

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  3. E quando, mesmo sem querer enveredar por esta “novidade”, apenas se quer variar estratégias e actividades? O que se passa?
    – não há net
    – não há cabos
    – portáteis sem configurações , etc, etc,

    Esta semana foi assim. Horas a tentar arranjar espaços adequados e a testar….

    Escreve-se no sumário o que se passou, caso algum EE seja interessado…..

    Ainda me dizem, outra vez, para levar o material de casa!

    Acabou!
    E viva o Manual!

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    • Não sei que disciplina leciona, mas, no caso do Português, temos:
      – cinema;
      – teatro;
      – entrevista;
      – reportagem (televisiva);
      – documentários;
      – atividades sucessivas de compreensão e expressão oral, que pressupõem o recurso por parte dos alunos a suportes tecnológicos;
      – etc.

      A situação é, exatamente, como descreve.Tenho um colega que comprou um videoprojetor pequenino portátil que dispensa o recurso ao computador. Basta ligar a «pen» ou o que for e… ecce imagem!

      Mas disto ninguém fala e depois querem uma escola do século XXI… ‘Bora nessa!

      E ninguém fala nisto!

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      • Parece que há por aí um punhado de escolas seleccionadas que conseguiram reunir, numa sala de aula especial de corrida, todas essas maravilhas tecnológicas, dos quadros xpto e videoprojectores de alta resolução aos tablets e cadeiras com rodinhas para os alunos.
        Mas são de frequência seleccionada.

        No resto das escolas e salas de aula, temos material antigo que vai sendo encostado à medida que avaria, sem qualquer plano ou estratégia de renovação.

        Colocaram TIC como disciplina obrigatória do 5º ao 9º ano, mas a maioria das escolas tem apenas uma ou duas salas de informática, com um computador para dois alunos.

        É tudo assim, e sinceramente não sei como é que ainda há colegas que conseguem levar esta gente a sério…

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        • António, como é que ninguém contestou ainda a pornografia que constitui a gratuitidade dos manuais escolares, quando esse dinheiro poderia ser investido, por exemplo, na atualização do material mínimo indispensável das escolas?

          Sei que é eleitoralismo barato e que os papás ficam todos contentinhos, porque para eles a educação dos filhos é uma despesa, não um investimento para o futuro (como se houvesse investimentos para o passado…). Agora, um ou outro já começou a perceber que, como os filhos têm de devolver os manuais no final do ano, não têm suporte para estudar para os exames. Há a internet, mas parece que os conteúdos não estão tão bem organizados. Assim sendo, alguns já dizem que, no próximo ano, vão voltar a comprar os manuais para os filhos e outros afirma convictamente que não os irão devolver no final.

          Por que razão isto não é divulgado e discutido? Por que motivo o Nogueira, quando aparece em público, não fala demoradamente nestas matérias e se concentra quase em exclusivo na recuperação do tempo de serviço? Falemos nos problemas (imensos) que temos nas nossas escolas, em paralelo com as nossas questões profissionais. Exponhamos todos os milagres que fazemos, diariamente, para superar todos os buraco que os governos criam e / ou não «tapam».

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      • caro colega,

        Lecciono LE- Inglês e Alemão (não nos últimos anos)

        Se para Português há todos os recursos que mencionou, imagine agora para Inglês!

        Nota: ontem 1 aluno prontificou-se a usar os seus dados móveis para aceso à net!; hoje, fui eu porque a actividade era mesmo gira…..

        Mas não há mais disto!
        Acabou!

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      • Não levo material meu para a escola.
        Assim como o operário da construção civil não leva a grua para a obra.

        Isto foi o que respondi o ano passado à gerência.

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  4. Sabemos que nas escolas do norte da Europa estas pedagogias são usadas há tempos. Foram pensadas, bem implementadas e bem monotorizadas. Salas bem preparadas, tudo a pensar nos alunos e professores e num tipo de ensino e de aprendizagem bastante para a frente.

    Entretanto, ao que parece, já estão a repensar estas metodologias. Parece que o resultado, com o tempo e outras circunstâncias sociais, foi o de se encaminhar para algum facilitismo, com a queda nos rankings internacionais.

    E os nossos amigos da Europa do norte não estão muito contentes com o que está a acontecer. Vai daí, já se estarão a preparar para este “repensar ” a coisa educativa.

    Por cá, andamos para a frente e para trás, sem planeamentos e monotorizações, escondendo-se informação, implementando-se algo porque sim, sem qq participação alargada e séria, martela-se à exaustão a escola do séc XXI e os professores do séc XIX – uns velhos privilegiados que recebem uma fortuna, com muitas férias e poucas horas de trabalho que até querem que lhes seja contado o tempo que efectivamente trabalharam.

    E mandar a flexibilidade à fava?

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  5. Todos os professores se queixam e queixam, à espera que haja uma mudança que venha de uns iluminados “lá de cima” que lhes facilitem o trabalho e que por milagre os alunos apareçam todos contentes e anciosos por apreender nas suas aulas… quando há uma legislação que começa por dar autonomia e flexibilidade à escola e aos professores, estes em primeiro lugar começam logo por dizer que isso não é novo, que já fazem isso e que dá muito trabalho e burocracia. Então se já fazem isso ou já fizeram, não é novidade e não devia dar muito trabalho….burocracias depende realmente das escolas onde estão, pois se aprofundarem um pouco o tema, a burocracia de de planificar um DAC e implementa-lo, repartido por dois ou mais professores não é assim tanta, não mais que as suas aulas, se é que as planificam e preparam… E os DACs não são obrigatórios, são só um instrumento para podermos articular aprendizagens, competências e atitudes de diferentes disciplinas. Quem quiser usa, quem não quiser não os usa… A flexibilidade não é o uso da internet e do PowerPoint na aula,, não é apenas o uso das novas tecnologias… A flexibilidade é a oportunidade de uma mudança do paradigma da educação, a mudança do papel tradicional do aluno e do professor…uma mudança na forma como os nossos alunos aprendem… Se querem tentar fazer algo diferente, experimentem se tiverem oportunidade para fazer algo que realmente vos incentive e acreditem, senão, não vale a pena forçar, mas não “neguem uma ciência que à partida desconhecem” ….

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    • Acho que está redondamente enganado, Pedro. Os professores não pedem mudanças milagrosas na educação e há muito deixaram de acreditar, se é que alguma vez o fizeram, que há mentes iluminadas no ministério da educação.

      As coisas que os professores pedem são muito concretas e já foram enunciadas milhentas vezes: por exemplo, turmas mais pequenas, mais técnicos e professores de apoio nas escolas, desburocratização da organização escolar, matrizes curriculares coerentes e equilibradas, medidas efectivas de combate à indisciplina, reforço da acção social escolar, renovação do material informático, autonomia efectiva no trabalho com os alunos e entre pares, não a ditadura do projecto e das formatações impostas pelo ME.

      Os professores e as escolas não precisam que o ME lhes complique a vida. Desejam, isso sim, que faça o que só ele pode fazer, que é dar-nos o quadro legal, as condições materiais e os recursos humanos para que façamos bem o nosso trabalho.

      Os profissionais da pedagogia são os professores, não são os políticos nem os burocratas ministeriais que, incapazes de fazer o que lhes compete, decidem vir ensinar a missa ao vigário.

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      • Caro Antonio, algumas respostas de minha opinião sobre a sua argumentação….

        “As coisas que os professores pedem são muito concretas e já foram enunciadas milhentas vezes: por exemplo,
        – turmas mais pequenas, – temos efetivamente que reduzir o número de alunos… este ano nos anos iniciais reduziu um pouco e espero que vá reduzindo à medida que for possível.

        – mais técnicos e professores de apoio nas escolas, – na minha escola por exemplo são mais que suficientes, talvez por ser uma escola de apoio à multideficiencia….

        – desburocratização da organização escolar, – depende unicamente da escola onde está

        -matrizes curriculares coerentes e equilibradas, – com o dec lei 55 possibilidade agora de as escolas definirem 25% da sua matriz curricular, com possibilidade para mais % mediante justificação do projeto

        – medidas efectivas de combate à indisciplina, – mais uma medida da escola e do seu projeto educativo e da comunidade

        – reforço da acção social escolar, – concordo totalmente mas convinha ver a situação daqueles alunos que vão para a escola de BMW e com o último iPhone e são do escalão A.

        – renovação do material informático, – poço sem fundo, pois como se sabe o que se compra hoje amanhã está desatualizados e entre compra e manutenção são milhares de eur

        – autonomia efectiva no trabalho com os alunos e entre pares, não a ditadura do projecto e das formatações impostas pelo ME – mais uma vez não há nada imposto pelo ministério a não ser a implementação das aprendizagens essenciais associadas ao perfil do aluno. A própria matriz curricular poderá manter-se a mesma. A tal flexibilização articular na matriz de 0 a 25 %…

        Concretamente o dec lei 55 permite que cada escola entre como quer na flexibilização articular. Depende unicamente da escola e dos professores e não do ME o trabalho que querem fazer. Quem complica são os professores.
        O único senão que tenho realmente visto nisto tudo é uma falta de informação e de esclarecimento das escolas e dos professores nesta matéria, porque realmente tenho visto cada coisa em escolas que tem que se diga…

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        • Claro! Os professores são os culpados! É óbvio? Algum dia poderia ser diferente?

          Olhe, é sexta-feira, já estamos quase no sábado, a semana foi longa, como todas, pelo que não estou com pachorra para responder à vacuidade do seu pretenso «argumentário», que, no fundo, era dispensável, dado tratar-se de uma k7 do ministério e apaixonados pelo «contorcionismo curricular», vulgo flexibilidade.

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        • “Quem complica são os professores.”

          Óbvio…..óbvio…..

          Esta afirmação mostra bem a qualidade da esmagadora maioria dos professores que temos nas Escolas. Eu diria que o que temos nas Escolas é a MEDIOCRIDADE elevada ao expoente máximo.

          Se as Escolas Públicas fossem empresas estavam completamente FALIDAS por falta de eficiência e produtividade.

          papeis+papeis+papeis+reuniões+reuniões+…..= LIXO

          trabalho efectivo com os alunos = ZERO

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          • “Se as Escolas Públicas fossem empresas estavam completamente FALIDAS por falta de eficiência e produtividade.”

            Isso é o que muito político e interesses privados queriam.

            E, apesar de tudo, não estão, como comprovam estudos internacionais.

            Já as empresas, faliram muitas e continuam a falir. Por falta de eficiência e de produtividade, por corrupção e falta de formação para a sua gestão, por serem subsídio dependentes.

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          • Não estão falidas porque quando é preciso há sempre professores que, tendo de optar entre agradar aos políticos e burocratas do ME ou fazer o que é melhor para os seus alunos, não têm dúvidas dar prioridade aos interesses destes últimos.

            De resto, não me revejo na frase que citou, e este post diz isso mesmo: é uma exortação a que a classe docente recuse toda a papelada inútil e todo o formalismo processual que este ME inventou para ter a SUA reforma educativa. Podemos trabalhar como sempre fizemos, individualmente ou em grupo, com mais ou menos flexibilidade, de acordo com o que entendemos ser mais vantajoso.

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    • Sou professor de inglês no 1º ciclo a lecionar na Madeira há já alguns anos. Esta flexibilidade curricular que nos venderam tinha tudo para ser um sucesso mas, da maneira que nos foi vendida, não traz nada de novo. Venderam-nos interdisciplinaridade mascarada de flexibilidade curricular. Isto já nós fazíamos antes. Vejo muitos professores desiludidos com esta situação pois esperavam algo bastante diferente.

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  6. 1- “A flexibilidade é a oportunidade de uma mudança do paradigma da educação, a mudança do papel tradicional do aluno e do professor…uma mudança na forma como os nossos alunos aprendem…”

    Certo. Mas essa mudança exige pré-requisitos para surtir os efeitos desejados.

    A minha maior aspiração era ter o papel de facilitador de aprendizagens. Tenho a completa certeza que o desgaste seria muito menor. No entanto, há vários constrangimentos.

    Esta aspiração já vem de longe e o livro “At the Chalkface”, verdadeiro best seller nos anos 80, abriu-me muitas janelas de oportunidades. No entanto, muitas dessas ideias foram-se fechando.

    2-“…não é assim tanta, não mais que as suas aulas, se é que as planificam e preparam…”

    É melhor não generalizarmos. Nunca dá bons resultados. Quantos planos de aula tenho eu e tantos professores? Do A ao C, pelo menos.

    Como já referi mais acima, neste momento cheguei ao plano X, que foi a disponibilização de dados móveis para se ter acesso à internet. Mas o plano X não vai mais ser posto em prática.

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    • Boa noite F,

      Concordo em tudo consigo.
      De facto a mudança de paradigma exige pre requisitos… mas onde os buscar? Temos agora uma oportunidade de experimentar (cada um à sua medida e experiência e vontade) pequenas mudanças no decorrer do ano letivo. Não há pressões, não há exigências para que se mude radicalmente. Cada escola pode de acordo com os seus recursos mudar o que acha ser possível, ou não?

      A minha intenção não era generalizar, mas se planificamos aulas e atividades com os aluno porque será tão difícil planearmos uma aula conjunta, ou uma atividade com outras disciplinas outros professores. Acredito que temos muito a aprender com os nossos pares…

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      • Olhe, por exemplo, pode aprender a escrever e a não dar erros de toda a espécie com o professor de Português. Planifiquem lá isso em conjunto. Vai torná-lo, certamente, um melhor professor.

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        • muito obrigado pelo seu Feedback. Irei reunir já na segunda feira com o professor de Português para melhorar a minha ortografia e gramática e pedir à Apple para mudar umas coisas nos corretores automáticos que sempre ajudam a escrever, mas não no meu caso….

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      • Boa noite Pedro,

        “…porque será tão difícil planearmos uma aula conjunta, ou uma atividade com outras disciplinas outros professores. Acredito que temos muito a aprender com os nossos pares…”

        Isto, Pedro, sempre se fez. Quem nunca fez isto, esta articulação com outras disciplinas e outros colegas? Informalmente ou inserido num ou outro projecto e de acordo com o PEE e PAA?

        O que vem inquinar tudo é a pressão e o coercivo, aliados a toda uma verdadeira manipulação e auto culpabilização injusta de bons profissionais dizendo-lhes que tal é algo de novo que os professores não conhecem e nunca colocaram em prática.

        Como dizer que os professores resistem à mudança quando o que têm à sua frente, ano após ano, são jovens e adolescentes tão diferentes e tão mais exigentes? Só um louco ou um génio poderia captar a sua atenção e curiosidade.

        Deixe-me só acrescentar o seguinte: em nome da diferenciação pedagógica e da teoria das inteligências múltiplas, as aulas expositivas fazem sentido (que boa recordação tenho de alguns professores que as sabiam dar!), o trabalho de projecto não deve ser imposto como única metodologia, o mesmo acontecendo a outras metodologias de flexibilização.

        Caso contrário, não estaremos a ir ao encontro de todos os alunos nem ao encontro das nossas melhores capacidades como professores.

        Resumindo, tem de haver bom senso, muita atenção ao nosso público e respeito por nós próprios.

        E se tudo é imposto (mm que digam que não), não se vai ao encontro.
        Vai-se contra.

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        • Claro que sim F,

          Claro que já fazíamos coisas em conjunto. Mas o que promovíamos nestas atividades e aulas em conjunto? Uma quantidade de competências e atitudes que, desculpe, em regra geral poucos professores as usavam nas suas avaliações. Para mim a grande diferença agora é pensarmos no processo e não no produto final destes projetos. E volto a referir, um DAC não é um projeto necessariamente. Um DAC pode ser uma aula em conjunto, o visionamento de um filme com um debate… etc. E os DACs são para ser usados com conta peso e medida. Não é deixar os de dar as nossas tradicionais aulas e passsarmos a dar aulas em DACs. Acha que se um professor por ano planear um DAC para as suas turmas vai ser assim uma coisa do outro mundo. A diferença dos projetos já realizados é que neste DAC o professor terá que promover as suas aprendizagens esseciais, atitudes e competências e avaliá-las neste contexto, e não ser só um daqueles projectos que dão exposições e se valoriza o produto final

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          • Bom dia Pedro,

            1- “Uma quantidade de competências e atitudes que, desculpe, em regra geral poucos professores as usavam nas suas avaliações.”

            Não é assim. Claro que os professores envolvidos as usam e sempre usaram nas suas avaliações.

            2-” Não é deixar os de dar as nossas tradicionais aulas”
            Sinto aqui algum tom pejorativo. O facto de haver momentos em que se constata e se intui que parte de uma aula deva ser expositiva (com 90 m é impraticável uma aula totalmente expositiva), tal não quer dizer que seja “tradicional”

            3- “Para mim a grande diferença agora é pensarmos no processo e não no produto final destes projetos.”

            Estou de acordo. E como se aprende ao longo do processo, quer para alunos, quer para professores.

            No entanto, e com muita pena minha, de 3 em 3 meses os alunos têm de ser avaliados de modo formal numa escala de até 5 ou até 20. No final do ano lectivo são sujeitos a exames nacionais que pouco têm a ver com os “processos”.

            A questão que quero levantar é uma questão com a qual nos debatemos e não só agora: que tipo de avaliação? Se queremos levar estas novidades pedagógicas a sério, então a avaliação é formativa.

            E como se compagina 1 avaliação muito tendencialmente formativa com tanta ênfase nos resultados dos exames?

            Há algo aqui que não bate certo. E voltamos aos pré- requisitos e constrangimentos.

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          • Caro colega, há uma contradição inerente à reforma que se pretende implementar: é incompatível com a existência de exames, “rankings” e ênfase nos resultados numéricos. Mas isto sou eu, professora do século XX, que ainda não se converteu ao “jargon” pretensamente inovador que nos querem impor.

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  7. Absolutamente de acordo.
    No que depender de mim é mesmo à fava que a pretendo mandar.
    Quanto ao horário de trabalho… Se querem trabalho escravo, que procurem escravos… nem 1 minuto a mais de trabalho no estabelecimento que nunca lhes chega o que roubam…

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  8. Pois por isso é que gostava de mandar os Rankings e os exames nacionais à fava… continuamos a querer massificar a educação onde apenas 30% dos alunos vão para as faculdades. Acho que temos mesmo que pensar o que estamos a fazer e para quem estamos a trabalhar. Para os 30% ou se realmente para todos. Quantas vezes ouço na escola, este aluno não se aguenta num curso de ciências porque se trabalha muito e ela não vai apanhar o ritmo etc etc,,, à partida se está a excluir um aluno porque só se pensa naqueles 30% que querem ir para a faculdade… o que os alunos sofrem só para acabar a escolaridade obrigatória…. é a minha opinião e visão de uma Educação que promova o gosto pela aprendizagem e pela escola….

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    • Eu não sou propriamente um paladino dos exames, mas não tenho dúvidas de uma coisa: com um ensino baseado nas “flexibilidades” e cidadanias da treta os exames nacionais são essenciais para impedir a generalização do facilitismo.

      Claro que me pode dizer, como agora é moda, que a flexibilidade é para que os alunos aprendam mais e melhor, mas a verdade é que o sistema em que cada um aprende o que quer, como quer e ao ritmo que lhe apetece, em que uns trabalham em grupo e outros se encostam, em que toda a avaliação é “formativa” e orientada para o “processo” e não para o “produto”, em que se castigam os professores pelo insucesso dos alunos – este sistema é a receita segura para o desastre.

      A existência de exames significa que mais tarde ou mais cedo se chega a um ponto em que se tem mesmo de trabalhar a sério e apresentar resultados concretos e palpáveis.

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    • Mas é isso mesmo que quem está imbuído de poder tem que resolver: há uma incompatibilidade entre flexibilidades e exames. É preciso superar essa (manhosa) ambiguidade para, no fim, se a coisa fracassar, não virem responsabilizar os professores.
      Quanto aos “processos” e aos “produtos”, essa é uma velha questão com muitas décadas… Também acreditei nessas teorias, mas a realidade obrigou-me a pôr de parte as utopias pedagógicas.

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  9. Penso que para acabar com esta eterna discussão entre a ” Escola Alfaiate” e a “Escola Tradicional” , o melhor será dividir o ensino nestes dois tipos de escola, à escolha de enc. de educação e alunos.
    Depois, é esperar e deixar durante alguns anos o mercado trabalhar e tirar conclusões .
    Paralelamente, fazer estudos segundo estes dois temas: ” Qual destes sistemas é seguido pelo ensino privado” e ” Os filhos dos ricalhaços e políticos estão a estudar em qual destes sistemas”?

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  10. Boa Tarde a todos,

    Bem pelos comentários, percebo que, ou o ano passado correu muito mal no PAFC da vossa escola, ou ainda nem sequer se debruçaram na prática sobre o que é Flexibilidade e este decreto.

    1. A teoria do Facilitismo nem sequer se põe porque a flexibilidade e um DAC por exemplo não presta nada ao facilitismo de parte a parte (Professor e aluno)

    2. Os professores só serão “obrigados” a desenvolver DACs se no seu horário letivo e não letivo existir tempo para tal, ou no momento da realização de uma ou mais atividades de um DAC, se este ocorrer fora da sua componente letiva, a poderem sumariar numa outra aula estando livres de a dar novamente como é lógico…

    3. Os resultados concretos de um aluno, apresentam-se na vida real, nas suas expectivas de futuro e na sua capacidade de trabalho futuro. Queremos que os alunos sejam mobilizadores de conhecimento ou reprodutores puros de conhecimento como acontece actualmente num exame.
    Assim o Dec lei 55, ponto 1 diz
    ” A avaliação externa tem como referencial base as Aprendizagens Essenciais, previstas no n.º 2 do artigo 17.º, enquanto denominador curricular comum, devendo ainda contemplar a avaliação da capacidade de mobilização e de integração dos saberes disciplinares, com especial enfoque nas áreas de competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”

    Agora o que vão fazer quando chegar a altura dos exames irá ser uma incógnita.

    4. As teorias da avaliação do processo em vez do produto só pode ser uma realidade se as escolas mudarem os critérios de avaliação dos alunos. Em vez de se dar um peso de 80% a testes mudar um pouco essa avaliação. Integrar as atitudes, capacidades e competências na avaliação dos saberes. Muitas escolas já quebraram as fronteiras dos conhecimentos e atitudes…

    5. Por fim muitos colégios dos ricalhaços, quiseram por vontade própria ainda no ano letivo passado entrar no PAFC e este ano entraram ainda mais colégios….

    Sim, sou um pobre visionário que espera que a escola mude finalmente, pois passado tantos anos na escola como aluno e agora como professor, vejo que a escola está doente sem soluções para que seja um lugar “especial” de educação de crianças e jovens…

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  11. Caro colega, para se ser coerente com o novo paradigma de escola, deveremos fundir as disciplinas e acabar com este modelo de exames nacionais.
    Por mim, já fico feliz se, depois de doze anos de escolaridade, os alunos souberem escrever minimamente com clareza, concisão e não tropeçarem na norma linguística.
    No entanto, permita-me discordar de algo que afirma no ponto 3, porque me parece uma generalização, e colocar uma questão. Os alunos serão verdadeiramente “reprodutores puros de conhecimentos”, quando, por exemplo nos exames de língua materna, têm que interpretar textos ou dissertar/argumentar sobre um tema actual?

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    • Bom dia cara Maria Pires,

      Concordo que para se mudar o Paradigma se tenham que quebrar fronteiras entre disciplinas. Já houve escolas que o fizeram no ano passado e outras o fazem neste ano letivo. É um começo, mas cada escola encontrará a sua formula para a flexibilização neste contexto.
      Em relação ao ponto dos exames deu um excelente exemplo onde de futuro os próprios exames poderão ser “flexibilizados”. Para se avaliar a “interpretação textos ou dissertar/argumentar sobre um tema actual” na língua materna, esta terá que ser apenas ou só avaliada na disciplina de Português? Não poderá um exame de Física ou Química poder avaliar este saber? Não se interpreta textos ou se possa argumentar e dissertar em matemática também… Poderá um exame ser mais generalista?
      Mas o que quis dizer é que trabalha muito no secundário para um conceito de adquirir conhecimentos e reproduzir-los em testes, quando há muitas coisas que se podem fazer noutro tipo de atividades/instrumentos de avaliação. O exame Nacional apenas será necessário para validar os saberes no final de ciclo, e esse exemplo de “interpretar textos ou dissertar/argumentar sobre um tema actual” é um bom exemplo da mobilização das competências a atingir do perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória. Mas quantos exames de várias disciplinas fazem o mesmo? Não sei realmente….

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      • Discordo completamente desse “paradigma” que se pretende impor, de fusão de disciplinas, de um conhecimento holístico e generalista que mais não é do que a afirmação da ignorância, do relativismo cultural, do achismo e do preconceito.

        É importante perceber que se hoje vivemos numa sociedade de abundância, se temos acesso a manifestações superiores da literatura, da música ou da arte, se usamos automóveis e telemóveis, se viajamos a custos acessíveis, na base disso tudo está um desenvolvimento cultural, científico e tecnológico que só foi possível com a especialização de saberes e de funções.

        É mais fácil e mais produtivo estudar Matemática, Química ou Literatura separadamente, focando-nos naquilo que estamos a querer aprender, do que estar constantemente a querer misturar tudo.

        Assim como não se aprende uma língua estrangeira misturando as palavras e as estruturas gramaticais com as da língua nativa ou as de outras línguas. Ou alguém acha viável aprender em simultâneo duas ou três línguas?

        Claro que, no nosso cérebro, acabamos sempre a integrar e a relacionar os diversos saberes. Mas isso é depois de termos aprendido, não é durante a aprendizagem.

        As flexibilidades que integram a política educativa do actual governo têm finalidades objectivas que se vão tornando cada vez mais claras: embaratecer e desqualificar o trabalho docente – para quê pagar mais a um suposto especialista, se qualquer um pode ensinar qualquer coisa e todos podem ir buscar o conhecimento ao dr. Google? -, domesticar os professores – se não têm conhecimentos sólidos sobre o que ensinam e como o fazem, aceitarão mais facilmente as directrizes superiores – e recriar a escola como um imenso recreio onde os meninos de todas as idades se divertem e não chateiam enquanto fingem aprender alguma coisa.

        Claro que ao lado vão florescendo as escolas privadas para quem não embarca nestas cantigas e onde se preparam as futuras elites – os que acederão às poucas profissões qualificadas e bem pagas que subsistirão num futuro próximo…

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        • Caro Antonio,

          1. Ninguém impõe nada a ninguém. Serão as escolas, os professores a decidir a sua matriz curricular…
          2. Não percebo porque um aluno de 10,11,12 anos terá que ser especialista e estudar como um especialista de ensino universitário. Diga-me lá, acha que os engenheiros, economistas etc daquelas profissões bem pagas e qualificadas como diz, aprenderam os seus ofícios no 2º ou 3º ciclo, ou nas faculdades e no seu universo laboral. A diferença dos melhores está nas suas capacidades inovadoras de abordar uma situação estigmatizada. De ser diferente dos outros pela iniciativa, pela mobilização dos conhecimentos em diversas situações, pela pensamento crítico…
          3. Na maior parte dos sistemas educativos há regimes de quase monodocencia até ao 2º ciclo, onde as disciplinas tal como no 1º ciclo estão fundidas…
          4. Quanto às línguas, acho que todos sabemos que podemos e devíamos aprender vãrias línguas ao mesmo tempo na fase da infância onde dominamos o aspecto da associação de sons a conceitos, objectos etc… quantas crianças filhas de pais de países diferentes aprendem ao mesmo tempo as duas línguas dos pais e a língua do país onde estão ao mesmo tempo…
          5. A Educação é uma questão que não podemos de todo partirizar e acusarmos o governo de esquerda ou de direita e sermos contra ou a favor porque não somos da mesma cor do governo..
          6. Posso lhe dar alguns exemplos de colégios privados que trabalham com flexibilização para não continuar com essa teoria que isto é uma teoria da conspiração contra a escola pública..
          Colégio de São Gonçalo
          Colégio Internato dos Carvalhos
          Colégio Novo da Maia
          Colégio Paulo VI de Gondomar
          Externato Camões
          Externato Nossa Senhora Perpétuo Socorro
          Externato Paulo VI
          Externato Ribadouro
          Colégio Atlântico
          Colégio Cantinho das Descobertas
          Colégio Catarina de Bragança
          Colégio Corte Real
          Colégio da Torre
          Colégio de Alfragide
          Colégio de São Miguel de Fátima
          Colégio Pedro Arrupe
          Colégio Vasco da Gama
          Externato “O Nicho”
          Externato Álvares Cabral
          Externato Cooperativo da Benedita
          Externato da Luz
          Externato de São Domingos
          Externato do Ensino Primário do Centro Social Paroquial de São João das Lampas Externato Infantil e Primário Passos Manuel
          Externato Príncipes de Aviz
          Externato Sá de Miranda
          Externato Santa Catarina
          Colégio Bissaya Barreto
          Colégio da Rainha Santa Isabel
          Colégio de S. José
          Colégio Dinis de Melo
          Colégio João de Barros
          Colégio São Teotónio
          Conservatório de Música da Jobra
          Colégios dos Maristas
          Escola Americana
          Etc…

          Isto foi no ano letivo passado no projecto da Flexibilização

          Este ano são muitos mais colégios que estão dentro do projecto….

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      • Caro colega, para se mudar o paradigma é preciso um trabalho longo, sério, de entrosamento de temas transversais a várias disciplinas e isso exige muitos anos de trabalho entre professores, avançando-se depois com cautela, sem pressas, sem destruir a estrutura que temos.
        Ao invés, o que se está a fazer é muito em cima do joelho, muita improvisação… Lamento, mas sinto-me descrente, já vivi muitos episódios deste filme no final dos anos 70 do século passado, quando iniciava a minha formação, e assistia a debates espantosos entre partidários da “escola nova”, quase sempre sobranceiros e arrogantes, e os da escola dita “tradicional”. A argumentação raiava, muitas vezes, o insulto.
        E a História repete-se quando se apelidam de passadistas e retrógrados os que, estribando-se na sua experiência, apenas pedem bom senso e muito cuidado.
        Por outro lado, as opções metodológicas não deveriam ser impostas, de cima, de cátedra, aos professores. Os especialistas são as pessoas que estão no terreno, não nas universidades. As opções deveriam decorrer, sim, da sua liberdade de escolha, das suas convicções, assim como das circunstâncias e do perfil dos seus alunos. É que nisto da educação e da instrução não há fórmulas mágicas…
        Quanto às competências de interpretação ou de textualização, específicas da disciplina de Português de qualquer ciclo de estudos, poderem ser avaliadas noutra disciplina é como termos uma pirâmide invertida. De facto, é o aprofundamento do estudo da língua materna que dá as bases, a nível de compreensão e de expressão, para as outras áreas do saber e não o contrário. Além disso, os géneros textuais, dos quais o literário, pela sua dimensão estética, ocupa o nível mais elevado, não são objecto específico de tratamento na Química, na Biologia ou na Matemática….pois estas, provavelmente, não contemplam mais do que os textos informativos e expositivos como suporte para os conteúdos. E como utopia volto a expressar o desejo de que, ao terminarem o seu percurso de 12 anos de escolaridade, e já agora a universidade, os estudantes soubessem escrever com um mínimo de qualidade.

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  12. Pedro,

    1. Essa conversa do ninguém obriga a nada e os professores fazem o que querem, dirija-a, se fizer favor, aos senhores directores que, por esse país fora, impõem o seu “projecto” aos “seus” professores. E convença-os disso, se conseguir.

    2. Ninguém defende que se ensine, no 1º ou no 2º ciclo, como se faz na universidade. Mas o facto de não ter de ser, nessa idade, um pequeno biólogo ou historiador não significa que não deva aprender alguns conhecimentos essenciais e ajustados à sua idade de História ou Ciências Naturais. Conhecimento de base, sólido e estruturado, que possa ser aprofundado e desenvolvido mais tarde.

    3. Claro que há diferenças entre sistemas educativos de diferentes países, e percebo que isso levante alguns “fernicoques” entre a ala eduquesa do PS. Mas se têm uma ideia diferente para o 2º ciclo, então deixem de ser sonsos e de remeter para a “autonomia da escola” a reforma educativa que pretendem fazer. Ganhem um pouco de coragem, apresentem claramente aquilo que defendem.

    4. O exemplo das línguas serviu para exemplificar como, embora uma criança possa como diz aprender, de tenra idade, a falar várias línguas, ela aprende uma de cada vez. Se estiver a falar em inglês com o pai e este lhe responder em português e a seguir a mãe acrescentar alguma coisa em chinês não aprenderá nada de jeito. Claro que quando souber falar fluentemente duas ou três línguas até as poderá usar em simultâneo sem se baralhar. Com a flexibilidade é a mesma coisa: depois, e não antes, de ter conhecimentos suficientes para articular e relacionar, ela pode enriquecer a aprendizagem.

    5. Eu não partidarizo nada. Considero-me de esquerda, mas não me inibo de criticar governos ditos de esquerda que aplicam más políticas no sector da educação. Como antes critiquei o governo de direita.

    6. Quanto aos colégios privados: são um negócio, e se adoptaram o projecto da flexibilidade é porque alguma coisa estarão ou pretenderão ganhar com isso. Preocupo-me isso sim com a pressão facilitista que esta pseudo-reforma educativa poderá induzir nas escolas públicas que trabalham em piores condições.

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  13. CALMA, MUITA CALMA!!!
    O POVO É SERENO, E MUITOS PROFESSORES TAMBÉM.
    Gostam de ser entubados (metidos no tubo).
    Em vez de se revoltarem, gostam de atingir orgasmos intelectuais e burocráticos com a Autonomia e Flexibilidade Curricular e com o Regime Jurídico da Educação Inclusiva.

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