Professora condenada por maus tratos aos alunos

angry-teacherOs factos dados como provados pelo tribunal ocorreram entre 2009 e 2016 em duas escolas do 1º ciclo do concelho de Barcelos. A professora foi condenada a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por dez crimes que envolveram agressões, insultos e maus tratos a alunos com dificuldades de aprendizagem. Terá ainda de indemnizar em cerca de 12 mil euros aos ofendidos.

Segundo o tribunal, a professora usava frequentemente “calão grosseiro” em frente aos alunos, dirigindo-lhes expressões insultuosas como “arrastão”, “aselha”, “burro”, “preguiçoso” e “lesma”.

As agressões físicas passavam, nomeadamente, por bofetadas, calduços (pancadas na nuca) ou agressões na cabeça com canetas ou com os dedos em que tinha anéis.

Ainda de acordo com a sentença, os alunos sofriam ainda outros castigos, como não frequência das atividades extracurriculares ou privação dos recreios.

A docente terá também baixado as calças e/ou cuecas a alguns alunos, em plena sala de aulas, agredindo-os com sapatadas nas nádegas.

Impunha aos alunos um “ameaçador pacto de silêncio”, para que não contassem em casa nada do que se passava na escola.

Perante os factos relatados, que a acusada não reconheceu em tribunal, presume-se que as provas recolhidas e a convergência de testemunhos tornaram a acusação irrefutável, não havendo muito mais a acrescentar.

Sendo uma pequena minoria, é óbvio que haverá maus profissionais na Educação, como os haverá em todas as profissões. Nalguns casos extremos, são mesmo pessoas que não têm o mínimo perfil ou o necessário equilíbrio psicológico para trabalhar com crianças, muito menos para as educar. Estão, como é evidente, na profissão errada.

4 thoughts on “Professora condenada por maus tratos aos alunos

  1. Se assim foi, sem dúvida “Estão, como é evidente, na profissão errada.”

    (E agora lembrei-me que “ser professor é uma profissão tão linda, com algo de sagrado”. Esta foi uma tirada brincalhona, obviamente, mas não consigo esquecer isto que aqui alguém escreveu e que não me sai da cabeça……)

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  2. Prefiro um professor a dar um calduço do que a sofrê-lo.
    Sobre abuso psicológico, estamos todos vacinados, pois é o pão nosso de cada dia, pelo menos nas escolas por onde ando.

    Ou seja, não é o calduço ou o chamar “preguiçoso” (será mesmo assim?) ao aluno, é o desequilíbrio emocional da mulher. Ainda assim, ninguém sabe o porquê e de como ela chegou até aqui. Somos professores, sabemos o que se enfrenta em muitas escolas hora atrás de hora.

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    • Pois, o assédio, a violência verbal e, nalguns casos extremos, física de alunos sobre os professores é algo de que se fala muito pouco. Mas leva a uma questão perturbadora: num caso como este, em que se prova que uma professora maltratou alunos, ela acabou condenada. Mas quando é ao contrário, quantos alunos abusadores são efectivamente condenados pelos sofrimento que, intencionalmente, causam aos professores?

      Se não podemos criminalizar certos comportamentos das crianças que atentam contra direitos básicos dos seus professores, poderíamos ao menos responsabilizar o Estado e as autoridades educativas por garantir aos professores condições de trabalho que respeitem os seus direitos e proporcionem segurança.

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