BE diz que não abandonou os professores

joana-mortagua.pngDepois de já ter deixado claro que a falta de acordo com os professores em torno da recuperação do tempo de serviço não irá condicionar a aprovação do Orçamento de Estado para 2019, o BE tenta retomar a iniciativa política na área educativa. E anunciou hoje que irá aproveitar a ida de Tiago Brandão Rodrigues ao Parlamento para apertar com o Governo, responsabilizando-o pelo incumprimento do compromisso assumido no Orçamento de 2018.

O Bloco de Esquerda, pela voz da deputada Joana Mortágua, garantiu nesta quinta-feira que os bloquistas não abandonaram os professores na sua luta pela recuperação do tempo de serviço que esteve congelado (nove anos, quatro meses e dois dias). “Não esquecemos o que aprovámos no Orçamento do Estado para 2018 [com vista à recuperação do tempo de serviço]”, afirmou, para frisar de seguida que o próximo orçamento tem de incluir “o início do pagamento”, em 2019, dos mais de nove anos congelados.

“O último Orçamento do Estado desta legislatura tem de garantir a paz nas escolas públicas”, disse Joana Mortágua num período de “declarações políticas” que antecedeu um debate parlamentar sobre a situação dos assistentes operacionais nas escolas.

Antes, a deputada do BE tinha considerado, a propósito do falhanço das negociações com os sindicatos de professores sobre a recuperação do tempo de serviço, que “a principal falha do Governo no arranque deste ano lectivo é a da arrogância”. Joana Mortágua desafiou o ministro da Educação, que nesta sexta-feira estará no Parlamento para um debate de urgência sobre o início do ano lectivo, anunciando que o que esperam amanhã de Tiago Brandão Rodrigues são “compromissos” que acabem com a situação de “subfinanciamento da educação”.

À direita também não se assumem compromissos com os professores. Mas o CDS lá vai tentando capitalizar com o descontentamento da classe docente, ao mesmo tempo que aponta a deserção do BE e do PCP de uma luta que sempre disseram apoiar…

Também sobre a questão do tempo de serviço dos professores que ficou congelado, a deputada do CDS Ana Rita Bessa lembrou que o ministro da Educação está em funções há “exactamente dois anos, nove meses e 18 dias, que é curiosamente o tempo” que o Governo se propõe a recuperar.

“Mas tempo é o que está a esgotar-se para o ministro”, alertou, frisando que o novo ano lectivo “não começa para os professores com a serenidade” reivindicada por Tiago Brandão Rodrigues e que por isso existe já “uma greve marcada” para o início de Outubro, numa altura em que, mesmo “até o Bloco e o PCP desistiram desta questão [recuperação do tempo de serviço] para o próximo Orçamento de Estado”.

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3 thoughts on “BE diz que não abandonou os professores

    • O BE não é o partido dos operários, como o PCP, operários que, aliás, vão desaparecer. Também não é o partido das empresas, como o CDS ou a facção neoliberal do PSD. Percebo a sua dificuldade em pôr-lhe um carimbo…

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  1. Folclore!
    Abandonaram-nos, tendo como cromo de troca a manutenção da geringonça.
    O poder é afrodisíaco, mas também extremamente fugaz.
    Já disse: o partido do branco é aquele em que vou colocar a cruzinha.
    Nos 5 da vigairada, nem morto!

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