Novas pedagogias – O método global

abc.pngNos últimos anos tem-se criticado muito o ensino tradicional e a escola dita do século XIX, procurando abrir espaço para a adopção de “novas pedagogias” – a maior parte delas não tão novas assim – que supostamente permitiriam uma aprendizagem mais activa, dinâmica e significativa por parte dos alunos.

Mas será que as teorias pedagógicas que nos apresentam como inovadoras realmente funcionam? Demonstraram já a sua eficácia, na prática, em relação às metodologias tradicionais?

Um interessante trabalho publicado num site espanhol de divulgação científica vem justamente tentar esclarecer, baseando-se em evidências, esta problemática: quais as pedagogias que provaram que funcionam?

Dentro de uma temática que revisitaremos, vejamos por agora o que sucede com o método global para aprender a ler.

Com este método, em vez de se ensinar as letras e a sua correspondência com sons, parte-se de textos e palavras que se apresentam ao aluno partindo do princípio de que ele aprenderá por si mesmo o alfabeto. Os defensores do método global dizem que a aprendizagem se faz de uma forma mais natural e interessante para o aluno. Mas, nos casos em que corre mal, pode atrasar a aprendizagem da leitura.

O que a investigação demonstrou é que o método mais eficaz para ensinar a ler todas as crianças – incluindo os que são capazes de aprender sozinhos e por isso qualquer método lhes serve – é o alfabético. Quando se aplica o método global muitas aprendem a ler igualmente bem, mas uma parte não. Estas podem chegar ao 3º e 4º anos de escolaridade e continuam sem descodificar bem e não conseguem compreender o que lêem. Isto vai-se reflectir nas restantes aprendizagens e “arrastar-se ao longo de toda a escolaridade, com consequências catastróficas”.

Adaptado daqui.

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9 thoughts on “Novas pedagogias – O método global

  1. Não consegui ler tudo.

    No entanto, a minha contribuição para o caso em questão:

    1- O tédio de fazer sempre o mesmo da mesma forma não faz o meu género e cansa-me;
    2- Assim sendo, gosto de experimentar coisa novas e outras menos novas;
    3- Não há pedagogias nem estratégias perfeitas que resultem sempre em qq circunstância;
    4- O que vai havendo são novas pesquisas a nível científico sobre como se aprende e que não são de desprezar, antes pelo contrário;
    5- Não gosto que me imponham este ou aquele método;
    6- Qualquer método que resulte em qq momento, é de utilizar;
    7- A teoria das inteligências múltiplas são um bom contributo para as estratégias de ensino e de aprendizagem e , pessoalmente, tenho provas disso;
    8- Sou completamente a favor que os alunos tenham uma palavra a dizer sobre o assunto- o que querem fazer e como querem fazer. Não há cá “baldice”. Ficam mais empenhados quando assim acontece e eu aprendo muito com eles;
    9- A metodologia do trabalho de projecto é algo mais complicado de se implementar, até porque há várias abordagens sobre o que isso significa e as etapas a seguir mais as calendarizações e as burocracias que implica são muito chatas. Não vejo como se possa ensinar e aprender utilizando esta metodologia durante um ano inteiro e seguintes. Quando muito, acredito que possa existir, pontualmente, num momento do ano lectivo.

    E pronto.

    Ah, e tb vou a favor de uma abordagem holística. Nem sempre mas às vezes.

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  2. Cada um aprende de forma diferente. Custa perceber isto?

    Por exemplo, se o comentador anterior tivesse sido meu professor, eu não teria aprendido grande coisa, porque a maior parte do que referiu seria tralha na minha aprendizagem.

    Mais concreto ainda: eu necessito de ir às partes para chegar ao todo. Assim sendo, holismo para o caixote de lixo.

    Ó profe, vamos ter de ler mesmo isto de ‘Os Maias’? Desculpe lá, mas não tenho tempo e sou disléxico. Olhe, vou mesmo.pelos apontamentos EA.

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    • A ideia expressa na 1ª frase é contraditória em relação ao resto do seu comentário e o seu contaditório em relação ao meu comentário resulta num não-contraditório.

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  3. Mais concretamente:

    1- Cada 1 aprende de forma diferente. Concordamos.(check)

    2- Se fosse meu aluno, naturalmente teria toda a oportunidade para aprender algo mais que não fosse “tralha” porque concordamos em 1 e o clima de aula propiciaria a sua opinião que, naturalmente, seria tida em conta. (check)

    3- Necessita de ir às partes para chegar ao todo. Concordo. Mas há também o inverso- partir do todo para chegar às partes. Mais uma vez, voltamos ao ponto 1.(check)

    4- Sobre “Os Maias” – aí vai depender da imaginação, criatividade e empenho do professor . Tarefa nada fácil mas que se consegue se a tanto ajudar a arte e o engenho.
    Por exemplo, pode-se partir de partes para o todo ……(check)

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      • Mais uma vez:

        A 1ª frase é consensual.

        O 2º parágrafo, mais longo, remete para uma tentativa de provocação pessoalizada.

        O 3º parágrafo remete para a sua forma de aprender e termina mandando uma abordagem holística para o “lixo”, contradizendo o que disse no 1º parágrafo – que há variadas formas de aprender.

        O 4º parágrafo revela a sua dificuldade em abordar com os alunos a obra “Os Maias”.

        O que é que , afinal, não percebi?

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