Nem sim, nem sopas

zangado.JPGMantém-se a greve, fazem-se estudos sobre o impacto financeiro da recuperação do tempo de serviço e retomam-se as negociações em Setembro.

O governo mostrou maior abertura negocial, embora não tenha admitido a possibilidade de recuperação total do tempo de serviço.

Perante o tom moderadamente optimista dos sindicalistas, parece-me que deixa de fazer grande sentido o prolongar da greve até ao final da semana. Ficaria bem o sinal de boa vontade negocial e ganhariam as escolas e os professores em recuperar, ainda esta semana, algum do muito serviço acumulado.

O Governo vai criar uma comissão técnica para apurar quanto custa a recuperação do tempo de serviço docente. Haverá nova ronda negocial. Os sindicatos mantêm greve até sexta.

Governo e sindicatos estão reunidos esta quarta-feira em negociações​​​​​. Na reunião, além dos dirigentes das dez organizações sindicais que integram a plataforma, estão também o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, os dois secretários de Estado da Educação, Alexandra Leitão e João Costa, a secretária de Estado da Administração e do Emprego Publico, Fátima Fonseca, e o secretário de Estado do Orçamento, João Leão.

Nota: post actualizado às 21:50.

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5 thoughts on “Nem sim, nem sopas

    • A informação inicial que citei, entretanto alterada, referia uma reunião na sexta-feira.
      Afinal, reuniões negociais ocorrerão só em Setembro, respeitando um velho princípio de não negociar com os professores ausentes das escolas.
      Para a semana deverá reunir apenas a comissão técnica, a nomear entretanto.

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      • António, isto é tudo um embuste. Agora acaba a greve, o ano letivo termina em sossego e depois segue-se 2019 com a mesma coreografia de 2018.

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  1. Nesta altura, duvido muito das vantagens de terminar o ano lectivo em desassossego. O ME já demonstrou que, assegurada a saída das notas dos anos de exame e o processo de candidaturas ao ensino superior a tempo e horas, o resto pode esperar o tempo que for preciso.

    A greve às avaliações neste momento é uma luta que se vai virando contra os próprios professores e que os desgasta e divide mais a eles do que ao governo que pretende atingir. Acho que é um sinal de inteligência vermos isso e percebermos que o que temos neste momento é o melhor que, agora, podemos conseguir.

    Claro que era mais simples fazer aqui um post inflamado a malhar nos sindicatos, mas objectivamente devemos reconhecer que eles têm a força que os professores lhes derem. Houvesse um número significativo de alunos do 12º ano por avaliar e eu seria o primeiro a apelar ao endurecimento da luta. Mas a verdade é que colectivamente cedemos à imposição dos serviços mínimos e a partir daí a greve às avaliações esvaziou-se naturalmente.

    Agora é evidente que os sindicatos não são isentos de críticas, e apreciei bastante o aparecimento em cena do STOP, que veio desafiar o sindicalismo docente tradicional, levando a questionar as tais “coreografias” de que muitos falam, mas de uma forma positiva: tentando fazer diferente. Pois a mudança faz-se pela acção, não através de um criticismo permanente que se esgota em si mesmo e não constrói alternativas.

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  2. pOIS, na minha escola ainda nem foram convocadas as reuniões do 9º ano, 10º, 11º e 12º anos dos cursos profissionais; ora a greve é até ao fim do mês. a rádiO e a televisão nada dizem do STOP?!

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