Não nos representa!

O juiz jubilado Guilherme da Fonseca votou contra os interesses e as pretensões dos professores no diferendo com o ME em torno da definição de serviços mínimos na greve às avaliações a partir de 2 de Julho.

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Admito que possam existir razões de consciência, de formação jurídica, ou outras, que o tenham levado a subscrever uma sentença feita inteiramente à medida das solicitações do Governo, retomando e validando a argumentação falaciosa usada numa anterior nota informativa da DGEstE sem qualquer valor legal.

O que não aceito, e julgo que nenhum professor ou trabalhador português pode aceitar, é que permaneça numa lista de árbitros “representantes dos trabalhadores” alguém que, em vez de defender os seus direitos, prefere apoiar as pretensões do patronato.

As questões da representatividade são fulcrais nas democracias modernas, onde o povo não exerce directamente a maior parte dos seus direitos soberanos, tendo de confiar na escolha e no critério, nem sempre acertado, dos seus representantes. Mas enquanto alguns destes são efectivamente escolhidos pelos cidadãos, que neles se revêem, há outros que nunca se chega a perceber o que estão a fazer em determinados lugares. Como é o caso deste senhor: se não é um de nós, se não o escolhemos, como pode dizer-se nosso representante?

Este árbitro não nos representa!…

2 thoughts on “Não nos representa!

  1. “Admito que possam existir razões de consciência, de formação jurídica, ou outras,…”
    Eu, não admito nada!
    – Em 1.º lugar pela absoluta incoerência face a situações/decisões no passado recente;
    – Em 2.º lugar, quaisquer razões que o impedissem de exercer o papel pelo qual ali se encontrava deveriam tê-lo levado, em consciência, a considerar-se impedido!
    – Em 3.º lugar, porque metem nojo as jogadas de alcova e uma repugnância incomensurável o fazer dos outros estúpidos!

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    • Pois, o problema está num processo que acaba por ser uma palhaçada judicial.

      Um pseudo-tribunal que toma decisões legalmente equiparadas a sentenças, mas onde os sentenciados não podem sequer fazer-se representar por um advogado da sua confiança.

      Isto não é justiça, e seria mais honesto, como se fazia nos primórdios da democracia, obrigar o governo a fazer a requisição civil dos grevistas, em vez de se inventar “colégios arbitrais” que se limitam a fazer o trabalho sujo aos governantes.

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