Uma nota informativa à Bruno de Carvalho

circus-fire-hoop-tigerOportuno, conciso e incisivo: a forma como o governo enfrenta e tenta domar os professores em luta pelos seus direitos e as razões por que o faz estão claramente explicadas neste texto de João Correia que encontrei no site do SPGL e que transcrevo com a devida vénia.

O governo pretende assentar arraiais o mais à direita possível, para se situar estrategicamente naquela coisa de geometria variável, chamada centro político, de onde nascem os votos decisivos para ganhar as eleições.

Bem esticadinho, o PS pretende estender os limites da sua elasticidade entre a esquerda a que se amarrou nas últimas eleições e aquela direita partilhada com o Rui Rio, que começa a crescer, e a ameaçar os territórios que o PS necessita desesperadamente ganhar para superar o desafio das legislativas. 

Para isso há que provar que são capazes de controlar a malandragem da função pública, defendendo o país contra a voracidade do Funcionário, o qual, como se sabe, pretende apenas sugar os recursos do Estado para sustentar os inúmeros vícios a que se habituou: pagar a renda, comer, sustentar os filhos, etc., etc. Tudo isso retira recursos vitais à Banca para financiar a economia real, conforme tem acontecido exemplarmente, apesar do Funcionário.

Os professores são dos piores tipos de Funcionário, pois para além de serem muitos, são organizados e têm o hábito de pensar, criticar, de se organizar e dar uma luta do caraças quando se trata de reclamar aquilo que é seu. E se todos os grupos profissionais fossem assim, tão conscientes dos seus direitos e persistentes nas suas lutas?

Para além disso, os professores, sendo muitos, são apenas um sexto dos funcionários, mais coisa menos coisa, pelo que ao atacá-los cumprem-se três objetivos fundamentais: dá-se a ideia de disciplinar toda a Função Pública sacrificando apenas uma parte; poupa-se uns trocados efetivamente; pisca-se o olho àquele centro-direita com problemas de equilíbrio.

Daí  a Nota Informativa, a da legislação criativa, que ordena aos diretores que desobedeçam à lei em nome de um propósio mais alto: domar os professores, tal como o Bruno de Carvalho doma o Sporting, com jagunços jurídicos à mistura.

João Correia

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