Não à violência nas escolas do Cerco

cerco-manif.JPGOs docentes do Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto manifestaram-se, esta segunda-feira, a propósito da recente agressão que uma professora foi alvo por parte de quatro familiares de um aluno na Escola do Lagarteiro.

Apoiados pelo SPN, que convocou a manifestação, diversos professores do Agrupamento de Escolas do Cerco falaram à reportagem do JN. Com serenidade, mas de forma clara e assertiva, evocaram o seu quotidiano num agrupamento que recebe alunos difíceis provenientes de um meio familiar e social complicado. E do que está a falhar quando o Estado, que obriga todos os jovens com menos de 18 anos a frequentar a escola, não toma medidas para garantir a segurança de quem aí estuda e trabalha.

Entre os professores, expressa-se a revolta contra o facto de as pessoas não se sentirem seguras no seu local de trabalho. Falhando os apoios sociais e sendo insuficientes aqueles que a escola pode prestar aos alunos, os docentes sentem que a escola se transforma num barril de pólvora, prestes a explodir ao mais pequeno incidente. A falta de pessoal auxiliar, uma responsabilidade camarária que não estará a ser devidamente assumida, agrava os problemas, pois desguarnece o acompanhamento aos alunos e a vigilância das entradas e do recinto escolar.

Os professores lamentam ainda que, embora estejam anos sucessivos a funcionar como uma almofada da sociedade e a tentar, além de ensinar os alunos, fornecer-lhes referências morais e afectivas que a família não lhes dá, não vejam a importância do seu trabalho ser reconhecida e valorizada pelos responsáveis da Educação.

E questionam: passaria pela cabeça de alguém que um criminoso que não gostasse da sentença do juiz se virasse contra ele em pleno tribunal? Claro que não, assim como também nenhum político espera receber represálias cada vez que toma uma decisão prejudicial a alguns cidadãos. Pois é precisamente este direito de poder trabalhar sem estar sujeito a ameaças ou ofensas à sua integridade física o que os professores, à semelhança de todos os outros trabalhadores, reivindicam. Nem mais, nem menos.

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One thought on “Não à violência nas escolas do Cerco

  1. É muito simples, em vez de fazerem marchas de protesto que atuam como disjuntor da indignação, exijam segurança na escola; por exemplo, peguem nos seguranças do Urban Beach e ponham-nos a lidar com estes “grupos de familiares”; em vez de fazerem análises sociológicas com conclusões que toda a gente já sabe, exijam segurança a sério!

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