Melhor Educação: os meus votos para 2018

2018.JPG1. Prioridade às escolas e a quem nelas trabalha.
Uma política educativa centrada, de uma vez por todas, nas escolas e no trabalho quotidiano de alunos e professores, em vez de se submeter aos preconceitos e ideias feitas de académicos e políticos.

2. Valorizar os professores e a sua carreira.
O reconhecimento da importância social do trabalho dos professores e da sua dignidade, carreira e direitos profissionais, é fundamental a uma escola pública de qualidade, que necessita de profissionais motivados, empenhados e valorizados.

3. Mais investimento em Educação.
A compreensão de que a despesa pública em Educação, desde que bem orientada, é o melhor investimento público que qualquer país pode fazer. Seja 2018 o ano em que se começa a perceber que a escola dita do século XXI necessita de investimentos em recursos humanos, materiais e tecnológicos que há muito tempo têm vindo a ser adiados. E, compreendendo a necessidade, que se actue em conformidade.

4. Verdadeira autonomia escolar.
O desenvolvimento de uma verdadeira autonomia escolar, que não passa por modelo de concentração de poderes em super-directores ou autarquias, mas pela capacidade de se trabalhar colaborativamente nas escolas, mobilizando os meios e recursos necessários aos problemas e especificidades de cada aluno, turma e comunidade escolar.

5. Desburocratizar a educação.
Guerra à papelada, física e electrónica, que sufoca o quotidiano escolar e que obriga os professores a andar demasiado tempo a trabalhar para os papéis. Confiar nos professores é assumir, de uma vez por todas, que o melhor professor não é necessariamente o que redige os melhores projectos ou relatórios. Antes pelo contrário, com menos burocracia todos podemos dedicar mais tempo aos alunos e ao que é realmente importante na profissão de professor.

6. Parar de brincar às reformas educativas.
Em relação a reformas, revisões e flexibilizações curriculares, o respeito de uma regra básica: construir uma matriz curricular equilibrada que dê corpo a um currículo de âmbito nacional a que todos os alunos devem ter acesso, com a possibilidade de ser adaptada localmente quando isso se torne necessário e vantajoso. Em vez de se atirarem para as escolas projectos feitos com os pés para as tentar obrigar a melhorá-los.

7. Deixar de apontar o dedo aos professores.
Deixar de se ver nos professores os eternos culpados dos insucessos dos seus alunos e no acerto das políticas de cada governo a razão para os bons resultados que também vão aparecendo. Perceber-se que há muitos factores que interferem com a qualidade e a eficácia das aprendizagens e que não há reformas educativas com resultados imediatos.

8. Não, não precisamos de “mais formação”!
Seria bom que acabasse de vez a reacção pavloviana de certos políticos que, perante todo e qualquer problema na Educação, recomendam mais formação para os professores. Quando todos sabemos que a maior parte da formação que o ministério promove é sentida como inútil e desgastante pelos professores envolvidos. E que carecem de credibilidade, entre os professores no terreno, os formadores que andam há décadas a ensinar teorias que eles próprios não seriam capazes de aplicar.

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