Alunos portugueses lêem pior

Saíram os resultados do PIRLS 2016, o teste internacional que avalia as competências de leitura dos alunos do 4º ano de escolaridade.

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Em linhas gerais:

  • Portugal regista uma descida acentuada no ranking de países, passando de 19º a 30º num grupo de 50;
  • Ainda assim, a pontuação obtida – 528 – é estatisticamente superior ao valor médio de referência da escala PIRLS – 500 – e é igual ou superior ao obtido por países como Espanha, França ou Bélgica;
  • Desapareceu a tendência, notada na generalidade dos países e também entre nós, em 2011, de o desempenho das raparigas ser significativamente superior ao dos rapazes.

Seguir-se-ão as análises, as opiniões e as reflexões sobre um assunto que ocupará a actualidade educativa nos próximos dias e ao qual, certamente, voltarei.

Para já, apenas uma nota importante para balizar o jogo de acusações e de culpas que costuma acompanhar este tipo de debates: os alunos participantes nestes testes realizados em 2016 foram as cobaias do modelo educativo implementado por Nuno Crato, com as metas de aprendizagem e os seus múltiplos descritores a formatar a prática lectiva e avaliativa e tendo os exames finais do 4º ano como corolário.

A avaliação PIRLS 2016 é, em larga medida, a avaliação da política educativa do governo PSD/CDS no que diz respeito à leitura, à compreensão e ao domínio da língua.

 

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