Exigimos aos pobres, quando os ricos passam sem saber?

– Disse aos do 4° ano que não os podia aprovar se não soubessem reconhecer as orações subordinadas, mas depois disto do Froilán não sei se fiz bem.

– Fizeste bem. Os teus alunos não têm a família de Froilán que, ainda que não saiba fazer nada de nada, lhe vai subvencionar a vida.

O percurso escolar do jovem Froilán, que já foi tema de outro post, está a ser tema de conversa entre os professores espanhóis.

Lá como cá, todos nos debatemos entre a dificuldade de conseguir que todos os alunos aprendam, a necessidade de construir respostas individualizadas num contexto de turmas heterogéneas e numerosas e o imperativo ético e deontológico de não andar simplesmente a certificar a ignorância: é necessário que os alunos adquiram conhecimentos, desenvolvam competências e, nos momentos de avaliação, as suas notas reflictam as aprendizagens efectivamente realizadas.

froilan3.jpgMas depois aparecem estes jovens de boas famílias, aos quais o poder do dinheiro permite superar a falta de “queda para os estudos”, e não podemos deixar de nos questionar: vale mesmo a pena andarmos a exigir tanto aos nossos pobres e esforçados alunos, se com os filhos das elites é o que se vê?

Claro que vale: desde logo porque aos filhos dos pobres e remediados ninguém lhes pagará uma vida de parasitas, como é comum fazer-se, nas velhas e novas aristocracias, aos filhos menos dotados…

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