Um director pode tudo?

ajbraganca.JPGNão, não pode. Disse, e muito bem, o tribunal que condenou o director do Agrupamento de Escolas de Felgueiras a pagar uma multa de dois mil euros e 1200 euros de indemnização a uma professora a quem terá chamado, à frente de outras pessoas, “reles” e “desequilibrada”.

O juiz não teve dúvidas, nem papas na língua, na apreciação que fez do caso: o director “agiu com dolo direto e plena consciência da ilicitude. Quis e conseguiu difamar a ofendida. A conduta é mais gravosa por a vítima ser docente e pelo exercício das suas funções”.

O Correio da Manhã revela que o arguido não reconheceu a culpa, preferindo negar os factos, arranjar testemunhas abonatórias às quais o tribunal não reconheceu credibilidade e, tendo sido condenado, recorrer da decisão para o Tribunal da Relação do Porto.

Quem sou eu para me pronunciar em definitivo sobre uma decisão ainda não transitada em julgado, mas o que me parece evidente é que pessoas com este perfil não reúnem condições para estar à frente de qualquer escola. Que exemplo dá este director, já nem digo aos professores e funcionários, mas aos alunos do seu agrupamento?

Anúncios

2 thoughts on “Um director pode tudo?

  1. Esse homem é exemplo perfeito de como o modelo de gestão pré-2008 já promovia os medíocres.

    Nos jornais da zona de Felgueiras há muito informação sobre o senhor.

    Resumidamente, chegou à gestão escolar por nomeação (como era habitual à época, por falta de candidatos aos conselhos executivos), vindo da câmara municipal. Aproveitou a formação do conselho geral, para lá por um grupo de amigos, o que não foi difícil dada a elevada rotação de professores nas escolas da zona. Até hoje.

    Quando criticam o MN por não dar aulas há décadas, lembro-me de figuras como esta, que não dá aulas desde 1981 (sim trabalhou com alunos 2 anos).

    Gostar

    • Numa rápida pesquisa que fiz ontem sobre o senhor director, antes de escrever o post, encontrei algumas histórias muito pouco edificantes.

      E o que dizes é inteiramente verdade, a prepotência e a mediocridade já existiam no anterior modelo de gestão escolar. Por isso sou muito céptico perante as ideias dos que acham que bastava acabar com o “modelo unipessoal” para passarmos a ter escolas “democráticas”.

      Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s