E os exames foram adiados…

classroom without studentDepois de o primeiro-ministro ter avançado que as provas de aferição e exames seriam adiados para os alunos residentes nas áreas afetadas, o Ministério da Educação esclarece que, “tendo em conta os últimos desenvolvimentos”, as atividades letivas estão “suspensas por tempo indeterminado” nos municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Sertã e Pampilhosa da Serra.

Uma decisão acertada e tomada sem hesitações, perante a dimensão da tragédia que se abateu sobre as populações dos concelhos fustigados pelas chamas.

Soube-se entretanto que na Sertã houve estabelecimentos que abriram, mas apenas para acolher alguns alunos que os pais, inadvertidamente, mandaram para a escola.

Importante, contudo, e como já ontem frisei, é sobretudo perceber-se que adiar um ou mais exames não é o fim do mundo e, num caso como este, é obviamente a melhor coisa a fazer.

Os incêndios de Pedrógão vieram demonstrar que a realização das provas nacionais todas no mesmo dia não é, por muito que argumentem políticos e juristas, uma “necessidade social impreterível”. Neste caso, a necessidade fundamental era que os alunos dos concelhos afectados pudessem fazer as provas numa data diferente.

As leis fazem-se para as pessoas, não para conveniência da administração ou obtenção de ganhos políticos: perceber isto faz parte do longo caminho de descoberta plena do que é a democracia. Um percurso que, colectivamente, ainda estamos longe de concluir.

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