Trabalho de projecto

trab-grupo.jpgQue se sugere ao ME, na linha das flexibilidades pedagógicas e das transversalidades colaborativas que o mesmo ME propõe aos professores portugueses, para que as nossas escolas entrem definitivamente no século XXI.

Porque é que estragam tanto papel nas provas de aferição?

O enunciado da prova cuja realização vigiei ontem tinha 6 páginas “propositadamente” em branco.

O envelope trazia 30 exemplares, quando sabemos que as salas de aula portuguesas têm, em regra, mesas duplas e comportam, no máximo, 15 a 16 alunos sentados individualmente. Metade dos enunciados vão, portanto, directamente para o lixo.

Não conseguem encontrar forma de fazer as coisas de outra maneira?

É que nós, nas escolas, conseguimos. Que remédio. Não temos as verbas ilimitadas para o papel e as impressões de testes e fichas de que o IAVE parece dispor. Nem a Editorial do Ministério da Educação a trabalhar para nós.

Que tal um trabalho de grupo para estudar o problema?

Uma aprendizagem colaborativa entre o IAVE, que faz as provas de exame, a DGE, paladina das novas metodologias de aprendizagem activa, a DGAE e a DGEstE, sempre preocupadas com a despesa pública em Educação. Em parceria com o Ministério do Ambiente, para dar substrato científico ao tema e, claro, com as Finanças, que não devem apreciar estes esbanjamentos.

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6 thoughts on “Trabalho de projecto

  1. Esta coisa das páginas em branco pegou e…ficou.

    Talvez tenha a ver com 1 questão estética, sei lá!

    Mas que não faz sentido, não faz!
    Tanta árvore assassinada…..

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  2. Desculpe o colega, mas hoje é dia de Lisboa.

    Um bom poema, boas vozes e um vídeo bem feito.

    (sem nunca esquecer Carlos do Carmo, obviamente)

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  3. Voltando ao tema, enquanto que , por um lado há papel a mais, no caso das folhas de resposta, nomeadamente nos exames finais do secundário, há falta delas.
    Não sei se é do sec de exames que não quer, mas muitos alunos precisam de folhas de resposta e lá se manda buscar. Enquanto isso, fica o aluno à espera ….

    Como considero esta prática desconchavada, lá perguntei, mais uma vez, por escrito, ao secr de exames, o porquê de tal procedimento.

    Por outro lado, a luta que foi fazer ver ao sect de exames/direção da escola que as orais nas línguas estrangeiras não podem, mas não podem mesmo, realizar-se junto a salas onde decorrem exames escritos.
    Lá foi outra declaração/protesto por escrito….

    Olhem, entravam nas salas de exames orais e mandavam-nos falar mais….baixinho.!!!!!!

    Tudo isto para concluir sobre as austeridades nas vigilâncias de exames, onde nem sequer sentar se pode, e outras realidades mirabolantes como as que referi.
    Não bate a bota com a perdigota!
    Organizem-se.

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