Greve aos exames: a resposta do governo

Greve_educacaoA greve “a todo o serviço docente”, marcada para o dia 21 de Junho pelas duas federações sindicais de professores, já teve resposta do ministério:

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, garante que vai fazer tudo para que, no dia da greve de professores, todos os alunos possam fazer os seus exames e tudo decorra “com tranquilidade” nas escolas, disse em declarações à rádio Renascença, esta quarta-feira de manhã.

“O Ministério das Educação trabalha todos os dias para que as comunidades educativas trabalhem com estabilidade e serenidade. No dia 21 não será diferente. Faremos tudo para que nesse dia todos os estudantes possam fazer os seus exames e, acima de tudo, para que as aulas e todo o processo educativo possa acontecer em todas as escolas que ainda estão em actividade”, garantiu.

Entrevistado há pouco na SIC, o primeiro-ministro deu idêntica garantia de que o governo defenderá o interesse dos alunos, recorrendo a todos os meios ao seu dispor para que os exames se realizem com normalidade na data prevista.

Do lado dos professores e dos seus sindicatos, e embora haja quem apoie esta greve e lamente que não se tenha enveredado, há mais tempo, por formas de luta ainda mais radicais, a maioria não parece nada seduzida pela ideia da greve aos exames.

Também vejo alguns ânimos exaltados, e se por um lado não consigo vislumbrar grande sentido nesta greve algo extemporânea e provavelmente, se vier a realizar-se, inconsequente, também não me ocorre diabolizar os sindicatos que a convocaram, nem mesmo recorrendo ao argumento, difícil de rebater, dos sindicalistas desfasados da realidade das escolas, que não dão aulas há demasiado tempo e estão longe de sentir os verdadeiros problemas, frustrações e anseios da classe que representam.

Pela minha parte, quanto mais vou lendo, ouvindo e reflectindo, mais me convenço de que um certo adormecimento das direcções sindicais, também pouco ou nada pressionadas, diga-se a verdade, pelos seus representados, acabou por levar a uma reacção tardia, onde falta em ponderação o que sobra em taticismo: incapazes de ganhar pontos marcando na baliza ministerial, tentam entalar os sindicatos rivais, numa “guerra” onde só vejo óbvios perdedores: os professores.

Amanhã desenvolvo.

Anúncios

3 thoughts on “Greve aos exames: a resposta do governo

  1. “não consigo vislumbrar grande sentido nesta greve algo extemporânea ”

    Extemporânea?

    Por ser no dia 21?
    Por não haver dinheiro?

    Não entendo bem.

    E se for no início do ano lectivo? Também é extemporânea?

    Talvez em Agosto?

    Liked by 1 person

    • Extemporânea apenas porque tardia.

      Uma greve bem sucedida deve ser o culminar de uma luta, e deve ter seguimento noutras acções se o objectivo, ou pelo menos uma parte substancial dele, não é alcançado.

      Ora não me parece que haja timing para isso.

      Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s