A estupidez mata (e por vezes é contagiosa)

A acompanhar os progressos da humanidade, surgem também os inevitáveis retrocessos. E uma difusa estupidez universal, aliada à ignorância e à falta de memória, leva a que não se valorizem devidamente as conquistas de sucessivas gerações. Vivemos num tempo em que a generalidade das doenças infecciosas são evitáveis e em que, não o sendo, há medicamentos eficazes para as curar. Assim como existem alimentos acessíveis, saudáveis e adequados às necessidades de todas as pessoas, bem como o conhecimento sobre a sua utilização correcta e equilibrada.

No entanto, a juntar às epidemias recentes de sarampo e de outras doenças que só ainda não estão erradicadas porque alguns pais insistem em não vacinar os filhos, surgem casos de crianças a morrer de fome ou de uma coisa tão estúpida como uma otite não tratada, apenas porque os pais os obrigam a seguir os seus fundamentalismos em relação à alimentação e aos cuidados de saúde.

Na época do “conhecimento na palma da mão”, qualquer convencido se presume médico, nutricionista ou cientista em relação àquilo que lhe apetece. E tão depressa se seguem de forma acéfala certas modas e os seus gurus como se despreza o conhecimento sólido e fundamentado de quem estuda, investiga e trabalha nas diversas áreas científicas e profissionais.

Um bebé de sete meses com cerca de 4,3 quilogramas morreu, depois dos pais o alimentarem com uma dieta alternativa. Os pais estão em julgamento e arriscam-se a apanhar uma pena de ano e meio de prisão.
A advogado do casal, Karine Van Meirvenne, afirmou que os pais pensavam que o filho, que tinha cólicas quando bebia do biberão, tinha um problema alimentar, o que os terá levado a tentar alternativas. “Farinha de aveia, leite de arroz, leite de trigo, leite congelado, leite de quinoa… Eles vendiam todos estes produtos na loja”.
“Os próprios pais diagnosticaram o filho com intolerância ao glúten e alergia à lactose”, explicou Pascal Persoons, promotor de justiça, citado pelo jornal “Indepedent”. “Nunca foi diagnosticado. Nenhum médico tinha uma ficha clínica sobre o Lucas. Os serviços de proteção de criança não tinham qualquer registo”.

Morreu, este sábado, em Itália, uma criança de sete anos, na sequência de uma otite tratada apenas com recurso a homeopatia, que acabou por danificar as funções vitais do doente. Segundo a imprensa italiana, os pais do rapaz recusavam-se a administrar medicamentos ao filho.
O pequeno Francesco, doente há duas semanas, estava internado, em coma, num hospital em Ancona, Itália, desde quarta-feira, quando lá chegou semiconsciente e com febre alta. Os médicos declararam morte cerebral no sábado de manhã.

Mas se os casos anteriores são trágicos, este último é apenas ridículo:

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Cara mãe vegana, claro que existe alternativa natural para eliminar os parasitas do cabelo sem os matar, aplicada desde tempos imemoriais: basta rapar o cabelo à sua menina. A má notícia é que não sei se mãe e filha irão gostar do novo visual. A boa notícia é que o cabelo logo voltará a crescer.

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