Mais candidatos do que vagas para vinculação

fila1.jpgComo previsto, as 3019 vagas criadas pelo Ministério da Educação para os concursos de vinculação extraordinária ficaram muito abaixo do número de professores que reuniam as condições para entrar no quadro. Pelo menos metade destes docentes – apesar de contabilizarem pelo menos 12 anos de serviço e cinco contratos nos últimos seis anos letivos – terão de esperar por uma nova oportunidade.

De acordo com as listas provisórias de ordenação, divulgadas ontem no site da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), reuniram as condições exigidas perto de 10 mil candidaturas (9897, pelas contas do DN). Parte destas dizem respeito a professores que se candidataram a mais do que um grupo de recrutamento. Por exemplo: a Português (grupo 300) e a Educação Especial 1 (grupo 910). Mas mesmo considerando esta nuance, o número de candidatos elegíveis é sempre superior ao dobro das vagas.

Além da insuficiência de vagas, há ainda o problema da sua distribuição pelos diversos grupos de recrutamento. Se no 110 (1º ciclo) ou no 910 (Educação Especial 1), por exemplo, o número de vagas é elevado, já noutros grupos as vagas são residuais ou simplesmente inexistentes.

Confirmam-se assim as previsões iniciais que indicavam serem insuficientes os lugares postos a concurso, face ao número de candidatos elegíveis para o processo de vinculação extraordinária, pelo que o problema da vinculação dos professores contratados com longo tempo de serviço irá manter-se nos próximos anos.

A terminar, e para memória futura, registe-se o compromisso ontem assumido pelo primeiro-ministro António Costa:

António Costa garantiu nesta terça-feira no Parlamento que vai haver um novo processo de vinculação extraordinária de professores contratados. “No final de Maio, quando se concluir a avaliação das necessidades, vai haver novo processo de vinculação dos professores”, disse, em resposta à líder do BE, Catarina Martins.

Em resposta à líder do BE, Catarina Martins, o primeiro-ministro, António Costa, declarou não haver “nenhuma razão” para que os professores sejam os únicos que vivem, ano após ano, “na incerteza” sobre a sua situação profissional e “em que região do país vão trabalhar”, por exemplo.

“O núcleo central do corpo docente tem de ter estabilidade duradoura”, vincou o chefe do Governo, prometendo lutar por uma “mudança global no processo de contratação para dar estabilidade efectiva” aos professores.

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