Abusos privados

prof-musica.jpgUma instituição de ensino particular, ligada à Igreja, apanhou um professor de música a abusar sexualmente de uma aluna menor, mas não comunicou o caso às autoridades, para evitar um escândalo.

O caso é divulgado pelo Correio da Manhã (CM) que nota que o colégio particular do Porto expulsou o professor de música de 62 anos, mas que “abafou” a situação, não fazendo qualquer denúncia à polícia, como seria de esperar, perante o que é considerado um crime público.

À Polícia Judiciária terão entretanto, chegado três queixas de menores, com idades entre os 12 e os 16 anos, que acusam o professor de abusos sexuais.

Julgo que seria impensável, numa escola pública, haver esta cumplicidade e encobrimento de uma situação que, segundo as suspeitas da PJ, se arrastou durante anos. O que demonstra que há na nossa sociedade corporativismos bem mais fortes e poderosos do que o chamado corporativismo docente.

Registe-se também a forma cuidadosa como até o Correio da Manhã dá a notícia, mencionando a ligação do colégio à Igreja, mas evitando cuidadosamente identificar a instituição onde tudo se passou. Claro que se fosse uma escola pública, já teria equipas de reportagem à porta e o seu nome andaria nas parangonas de todos os jornais.

Respeitinho, ainda para mais em dia de visita do Santo Padre, é o que se quer.

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