A confusão instalada

exercise1.gifJá se percebeu que é melhor começar a encarar as provas de aferição às expressões, no 2º ano, mais como um diagnóstico das carências das escolas e das incongruências do sistema educativo, do que como séria avaliação das competências adquiridas pelas crianças.

Sendo verdade que boa parte dos alunos não aprendeu nem praticou, ao longo do ano, as actividades que agora irão ser chamados a executar, então a prioridade não poderá ser avaliar se fazem bem aquilo que a escola não lhes ensinou. Tem de ser, isso sim, garantir que o currículo nacional é cumprido em todas as escolas portuguesas.

A partir desta terça-feira e até dia 9 pode haver alunos de 1.º Ciclo sem aulas ou com alterações “substanciais” nos horários devido às provas de aferição a Expressões, que vão ser feitas por cem mil alunos do 2.º ano. Os alunos do 2.º Ciclo também podem ter “furos” devido à afetação dos seus professores para acompanharem as provas.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, garante “ser impossível” as escolas assegurarem a realização das provas sem alterar o dia a dia dos alunos, conforme pedido pelo Ministério da Educação. O problema será maior, explicou, em agrupamentos de menor dimensão, especialmente nas escolas de 1.º Ciclo com turmas mistas. Haverá alunos que terão de ser deslocados para outras escolas, devido à falta de condições para realizarem as provas.

A maioria das escolas não possuia, há um mês, todos os equipamentos necessários. “Na sexta-feira, ainda andavam a ser distribuídos bancos suecos”. Apesar disso, garante Manuel Pereira, “as provas vão realizar-se com alguns ajustamentos imaginativos – se não houver bancos suecos, haverá cordas”. O presidente da ANDE assume que as provas de aferição, que se realizam pela primeira vez a Expressões, irão testar “a falta de condições das escolas de 1.º Ciclo”.

A Confederação Independente de Pais considera que estas provas estão “cheias de imprecisões” devido a estes problemas. “Trata-se de uma prova cheia de imprecisões porque, afinal, muitos alunos vão ter que se deslocar para outra escola e muitos dos nossos filhos não tiveram durante o ano aulas de exercícios físicos”, lê-se no comunicado.

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