Ainda sobre a tolerância do dia 12

papa-franciscoSe a ideia é dar um dia suplementar de folga aos funcionários públicos, usando um pretexto – a visita papal – que vale tanto como outra desculpa qualquer, porque não permitir que os trabalhadores gozassem essa folga quando lhes desse mais jeito?

Com a vantagem de, não ficando todos em casa no mesmo dia, se poder assegurar o funcionamento dos serviços públicos no dia 12 de Maio. Dando a cada um a liberdade de escolher de acordo com as suas conveniências e não por imposição da agenda do Papa.

Claro que a questão de fundo é a incoerência e a hipocrisia de um poder político que reduz os dias de férias dos funcionários públicos, porque é preciso trabalhar mais, mas depois deixa à liberalidade dos governantes de turno decretar o fecho dos serviços e a dispensa dos trabalhadores quando lhes parecer conveniente. Ou seja, aquilo que é rejeitado enquanto direito dos trabalhadores, torna-se aceitável sendo na forma uma benesse do governo, que se dá quando conforme a necessidade de contentar a plebe.

Está mal. Não queremos esmolas, queremos direitos.

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