Falares alentejanos V

monte-alentejano.jpgPassar p’las brasas: Adormecer.
Pássaro da rebêra: Pessoa viva e interesseira.
Pata chanca: Pessoa coxa.
Pata de chambaril, à: Rispidamente.
Patagalharda: Jogo infantil.
Pataganhas: Pés ou mãos com tamanho anormal.
Pataleta: Episódio de doença como AVC, enfarte ou epilepsia.
Patamêro: Pântano; terreno alagado.
Patarou: Pessoa esclerosada, devido à idade avançada.
Pêdédo: Adoentado.
Peido mestre: Morte.
Pedrisco: Granizo.
Pedro-maria: Homem bisbilhoteiro.
Peganhar: Gozar; arreliar.
Peganhoso: Implicativo; gozão.
Pelharanca: Pele humana flácida.
Pelhêgo: Corpo humano; tronco.
Pelhêra: Armário escavado na parede, geralmente coberto por uma cortina.
Pelice: Samarra; casaco com gola de pele de raposa.
Penegar: Sofrer.
Peniquéda: Dejectos depositados num penico e laçados à rua.
Perna de aiveca: Pessoa coxa.
Pernicar: Beliscar.
Pesculhoso: Exigente; esquisito.
Peseta: Pessoa ruim.
Pexelim: Peixe seco semelhante ao bacalhau, mas com poucas spinhas.
Pêxinho: Homossexual.
Piel: Poial.
Pífaro: Pénis.
Pincolha: Parte cimeira de uma árvore.
Pinguela: Pequena ponte sobre um barranco ou ribeira.
Pinoco: Marco geodésico.
Pintessilgo: Pedinte.
Pipi da tabela: Habitante da cidade.
Placho: Nu.
Planchão: Barriga.
Póda: Planta que origina os cravos.
Pôia: Pão dado como maquia ao dono do forno onde se cozeu a amassadura.
Ponto-marca: Ponto-de-cruz.
Pôpo: Trança de cabelo enrolada na nuca ou no alto da cabeça.
Pôr a trapêlo: Usar no dia a dia.
Pôr em má campo: Embaraçar; difamar.
Pôr uma espinguérda à cara: Falar ininterruptamente.
Porca sara : Bicho de conta.
Portado: Entrada duma propriedade rural; parede de pedra solta que ruiu.
Préido: Propriedade agrícola.
Presalôra: Borboleta.
Procurér: Perguntar.
Pulmonêra: Tosse, catarro.
Puxar despique: Pedir razões.
Quarta: Vasilha em chapa de zinco para o transporte de água ou leite.
Quartel: Lugar de dormida durante a execução das tarefas agrícolas.
Quêjo d’ ôro: Salvação eterna.
Quescóida: Sujidade acumulada, difícil de limpar.
Quinto: Pessoa da mesma idade.
Rabacêro: Que gosta muito de qualquer espécie de fruta.
Rabenelga: Resmungona; rebelde.
Rabita: Viva, com vitalidade.
Rabo alçado, de: Zangado.
Raivosa: Nuvem pouco carregada.
Raspa-cassolas: Insecto.
Ratatau: Prato constituído por carne guisada com batatas; bodo dos pobres.
Recangão, de: Arrastado.
Reguingalhos:  Resíduos em suspensão no vinho.
Remanecer: Infiltrar (um líquido).
Repolho de pé curto: Pessoa baixa e atarracada.
Ressolana: Calor intenso.
Restolhéda: Mistura; conjunto.
Retôça: Brincadeira.
Rézio: Resoluto, apesar da idade avançada.
Riguidongo: Vaidoso; presunçoso.
Roer a corda: Submeter-se involuntariamente a uma opinião.
Rogar: Oferecer; propor um negócio.
Sabão da bruxa: Resina proveniente de algumas árvores de fruto (abrunheiros ou pessegueiros, por exemplo).
Sabonete: Reprimenda; censura.
Sabugo: Ânus.
Sair o pombo mocho: Ver goradas as expectativas.
Salapismo: Problema.
Saltadôro: Passagem entre dois terreno, onde tem de se saltar uma parede.
Salte rato: Diz-se do tecto que tem grandes aberturas entre as tábuas do forro.
Sapateira: Diz-se da azeitona temperada depois de estragada.
Saquia: Corrente de água poluída; lixeira.
Sarrazenér: Chatear.
Secumbido: Chateado; macambúzio.
Selo: Sujidade entranhada na roupa.
Senéis: Toque do sino a finados.
Serão p’ra trabalhadores: Conversa chata, ininterrupta.
Serrão: Papo dum galináceo.
Sobrecama: Espécie de sótão, construído em madeira e situado sobre os quartos.
Soldador: Curandeiro ou bruxo.
Somanta: Sova; espancamento.
Sombrinha: Chapéu de chuva.
Sopa de landum: Sova; pancada.
Sorte: Parcela de uma herdade ou quinta.
Sovina:  Agulha de sapateiro, para furar cabedal.
Tabuão: Nódoa negra.
Taipal:  Cada uma das portas da frente e de trás dos carros agrícolas.
Talêgo: Saco de serapilheira com pouca capacidade.
Tanganho: Varapau.
Tapada: Terreno vedado por muros de pedra seca, onde existem sobreiros ou carvalhos.
Tapada, entrar prà: Casar.
Tapona: Bofetada.
Taramenho: Precisão desajeitada.
Tarasca: Coscuvilheiro ou coscuvilheira.
Tareco: Bisbilhoteiro; homem sem palavra.
Táte!: Atenção!
Tãvá: Fórmula de despedida; adeus.
Tendal: Parede lateral dos carros agrícolas.
Ter olho de figo curigo: Mostrar esperteza.
Terrincar: Roer os dentes uns nos outros.
Tesmalho: Rede de pesca fluvial artesanal.
Tio no Brasil: Pessoa influente e rica.
Tiorga: Bebedeira.
Tocar uma gaita: Ver goradas as suas expectativas.
Tomba: Remendo no sapato.
Tondo: Pano de serapilheira colocado debaixo das oliveiras durante a colha da azeitona.
Torto da crença: Pessoa bastante teimosa.
Trabuzena: Doença súbita; desmaio.
Trangalhadanças: Pessoa desajeitada.
Travia:  Comida para porcos. Comida ruim.
Trempecalhada: Quinquilharia.
Tretas no capacete: Mau génio; manias.
Trízia: Icterícia; hepatite.
Troça: Grossa fatia de pão.
Trogalho: Pessoa mal vestida.
Tromba-lobos: Pessoa antipática.
Trongo: Ruim; com feitio difícil.
Txtó!: Nunca!
Umbeguéda: Abdómen saliente.
Unhagata: Vagem do feijão em crescimento.
Urvelhena: Amendoim.
Vagatura: Tempo disponível.
Varrasco: Porco de cobrição.
Vassôra varredôra: Mortandade.
Vedonho da latada: Actividade costumeira pouco apreciada.
Venhà-nós: Lucro.
Ventas de penico: Pessoa carrancuda.
Vestido em pé: Vestido feminino completo numa só peça.
Visita: Período menstrual.
Vivediébo: Pessoa ruim.
Zangarrada: Barulho.
Ziébre: Oxidação do cobre ou do bronze.
Zipar: Roubar.

Anúncios

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s