550 metros de protesto

fenprofÉ este o comprimento da faixa que a Fenprof irá desenrolar na concentração de professores prevista para as 15 horas em frente do edifício-sede do Ministério da Educação. Os manifestantes, e a respectiva faixa de 550 metros, que mostrará as fotos de 1100 professores descontentes com a falta de resposta do governo às reivindicações da classe, rumarão de seguida até à residência oficial do primeiro-ministro.

Recordem-se os principais pontos da agenda reivindicativa da Fenprof:

Os professores e educadores portugueses exigem, do Governo, a garantia de que serão tomadas medidas que melhorem as suas condições de trabalho, designadamente ao nível dos horários, atenuem o acentuado desgaste que resulta do exercício continuado da profissão, permitam uma renovação geracional do corpo docente das escolas, ao mesmo tempo que promovam a sua estabilidade de emprego e profissional. Os docentes exigem também que sejam respeitados direitos socioprofissionais, destacando o caráter inadiável do descongelamento das carreiras, que deverá ter lugar em 1 de janeiro de 2018, sendo, antes, resolvidas as ilegalidades que atingem muitos docentes e, posteriormente, negociado um processo faseado de recuperação e contagem integral do tempo de serviço cumprido.

Os docentes consideram, ainda, indispensável e inadiável a aprovação de um regime de gestão democrática para as escolas, associada ao reforço de uma verdadeira autonomia, que é incompatível com qualquer processo de municipalização da Educação.

Não há propriamente tradição de acções de protesto dos professores em períodos de pausa lectiva, mas o que se vai tornando evidente é que, perante a falta de respostas concretas às exigências dos professores, só com uma expressão mais vigorosa e  do seu descontentamento e maior determinação em encetar acções de luta, é que os seus interesses e reivindicações poderão deixar de estar no fim da lista das prioridades governativas.

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One thought on “550 metros de protesto

  1. Bons compromissos de negociação e de mobilização dos professores.
    Compreende-se a gradualidade (?) da negociação de alguns compromissos/medidas.

    Isto não é propriamente a “Revolucão avança, ou a escola morre” como se lia na carta da professora reformada mencionada num texto do blog.

    É acertada a importância dada ao DOAL, coisa de “ética prática” mais próxima, e que poderia ajudar a reflectir sobre muitas injustiças.

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