Falares alentejanos II

alentejo2.jpgCabecinh’ àrrã: Pessoa com falhas de memória.
Cabra machaneca: Pessoa indolente, sem vontade própria.
Cabras: Queimadura nas pernas, resultante da exposição destas ao calor da braseira de picão.
Cacanho: Muco nasal.
Caçapo: Coelho com poucos dias de vida.
Cace:  Concha para servir sopa ou caldo.
Cachão: Borbulha da água quando nasce ou jorra.
Cachaporra: Cajado com cerca de um metro e uma bola no fundo, resultante da raiz da planta.
Cachopêro: Pessoa que gosta de lidar com crianças.
Caço: Concha para tirar a sopa da panela ou da terrina.
Cadela: Banco de madeira feito a partir da pernada tripartida de um sobreiro ou de um carvalho.
Cagaita: Sujidade.
Cagar a pêga: Meter-se em assuntos alheios; opinar sem ser solicitado.
Calado: Queimado pelo sol.
Calatróia: Comida mal confeccionada.
Calcadôro: Eira circular onde se pisam os cereais.
Calhabôco: Pedregulho.
Calhandrêra: Coscuvilheira.
Calorina: Muito calor.
Calorina: Calor intenso.
Calvário: Sofrimento prolongado.
Camalhão: Pequeno monte de terra resultante da cavadura.
Camastralho: Cama.
Cancarôcho: Pessoa fisicamente desajeitada.
Canejo: Com as pernas tortas.
Canjirão: Vasilha grande para vinho.
Cantar a malaganha: Chorar.
Cantar as aleluias: Mostrar-se alegre; cantar vitória.
Cantar de galo: Afirmar-se.
Cantarêra: Poial onde se colocam os cântaros; móvel em madeira para colocar os cântaros e as asadas.
Canxarrêra: Pedregal.
Canxo: Pedregulho; penedo.
Capazório: Razoável.
Capela: Coroa de flores que se faz pelo são joão.
Caquêro: Vaso onde se plantam flores; pessoa envelhecida.
Cara de gato: Variedade de figo.
Caraiva: Companhia; grupo de amigos.
Caramôço: Acumulação de pedras rodeada por um muro rudimentar.
Carapéla: Crosta que se forma no lugar de uma ferida.
Carcachada:  Gargalhada.
Carcachada:  Gargalhada.
Careio: Jeito.
Carnêrêro: Local onde se depositam as ossadas junto de uma igreja ou num cemitério.
Cartachal: Pequena propriedade agrícola.
Cartêra: Caminho rural largo, de terra batida.
Carvalhadas: Boémia.
Casão: Garagem; arrecadação no piso térreo duma casa.
Catarral: Pneumonia.
Catarrêra: Constipação.
Catósa: Bebedeira.
Catracego: Com falta de visão.
Cavalinho d’ el rei: Galã.
Cavalo d’ el rei: Louva-a-deus.
Cegar e não ver: Estar apaixonado.
Chabarco: Charco com alguma profundidade.
Chabôco: Reservatório de água, escavado no chão, possuidor ou não de revestimento murário.
Chafurdão: Construção totalmente em pedra, em geral circular, com tecto de falsa cúpula.
Chambudo: Com as pernas grossas.
Champorriom: Café com aguardente.
Chaparro: Árvore  jovem.
Charavanco: Automóvel velho.
Charimbelho: Criança.
Chazada: Repreensão; censura.
Chêrar a rolas assadas: Estar muito calor.
Cherume: Sumo; seiva.
Chimplintim: Dinheiro.
Cobradêra: Entrada da água num rêgo.
Côbro: Infecção na pele.
Côca: Mulher que usa o lenço da cabeça puxado sobre a cara.
Cochambeta: Grupo de pessoas pelas quais não se tem simpatia.
Cocho: Tigela, com ou sem pega, feita em cortiça.
Codorno: Gelo.
Colandrão, de: À pressa.
Colête: Sutiã.
Colhão d’ almude: Pessoa indolente.
Compreição: Ânimo; paciência.
Comunista: Egoísta; ladrão.
Contramina: Mina de água.
Conversa de bêbados: Conversa sem interesse, repetitiva.
Córna: Recipiente feito em chifre de vaca para guardar o azeite ou as azeitonas.
Costado: Entrecosto de porco.
Cu às bufas: Com medo.
Cudédos do pedr’ tarôco: Cuidados desnecessários, extemporâneos.
Cudelôbo: Nevoeiro intenso.
Culebra: Mulher esperta e perigosa.
Cunvite: Prenda; oferta para conseguir determinados fins (lícitos ou ilícitos).
Curigo: Variedade de figo.
Dar à chiola: Contar um segredo.
Dar água do cu a buber: Seduzir.
Dar ao canélo, dar aos zangonais: Prostituir-se.
Dar volta: Consertar.
Data: Rodada na taberna ou no café.
Deixar a pão e laranjas: Deixar sem resposta.
Deixar-se ir no oriból: Ser enganado.
Dentana: Gozão.
Dente de coelho: Esperteza.
Derrangado: Dependurado.
Derrangar-se: Dependurar-se.
Derregar: Dissolver.
Desadorado: Dolorido.
Desalvorido: Desorientado; sem rumo.
Desatarentado: Desorientado.
Desbagachado: Com a camisa fora das calças.
Descalçar um pico: Dar uma resposta oportuna; afirmar-se no meio duma conversa.
Deserto: Desejoso.
Desfegar: Trasfegar o vinho.
Desfêgo: Tarefa demorada; confusão.
Desinfrençar: Diferenciar.
Desmontar: Fugir para parte incerta.
Desnoitédo: Diz de pessoa que passou mal a noite, que não conseguiu dormir.
Destemprado: Irritadiço; irascível.
Destenível: Insuportável.
Dexóte: Dichote.
Diamasco: Damasco (tecido ou fruto).
Diebalma: Pessoa desconhecida; alma do diabo.
Doar: Aspecto.
Durrijo: Em voz alta.
Eguariça: Mula filha de uma égua e de um burro.
Embalhanado: Atordoado; apatetado.
Embarbelhér: Enganar.
Embezerrado: Com a face vermelha.
Empalagoso: Chato.
Empapluçar: Inchar.
Empestocado:  Que diz ou faz parvoíces.
Emplichar: Recuperar de uma doença; reverdecer.
Emplôrédo: Inchado.
Emplorér-se: Pôr-se num sítio alto.
Empranhar velhas: Realizar uma tarefa vagarosamente.
Encabanado: Corcovado.
Encabramado: Diz-se da pessoa que anda sobre as pedras ou que se coloca numa grande altura.
Encangalhar: Perceber; saber de cor.
Encaramocédo: Colocado numa grande altura.
Encarrelhér: Aprender.
Encetar: Tirar o primeiro bocado. Da refeição, bebida, sopa…
Encharnicado: Irritadiço.
Enchoricédo: Encolhido com o frio.
Encodornado: Enregelado.
Encostar-se a ruim parede: Contar com fracos apoios.

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