Professores discriminados

ensino-artist.JPGO ensino artístico especializado, ou pelo menos o seu corpo docente, continua a ser visto como um parente pobre e marginalizado no sistema educativo português. Só assim se compreende que, tendo sido definidos critérios que permitirão vincular cerca de 3200 docentes dos diversos níveis de ensino, os 67 professores do ensino artístico que cumprem essas condições tenham ficado de fora do processo de vinculação extraordinária.

A situação é injusta e os professores discriminados prometem lutar contra ela. Isso mesmo foram dizer, anteontem, em frente ao Ministério da Educação. A concentração foi promovida pela Fenprof e com ela ficou também o aviso:

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), presente na manifestação convocada pela estrutura sindical, disse aos jornalistas que o protesto desta quarta-feira é “a última oportunidade” dada ao ME de, “com uma acção mais pacífica” resolver a situação de 67 professores deste tipo de ensino.

“Não sendo resolvido este problema com um compromisso de que a 1 de Setembro do próximo ano, tal como para os outros professores, eles vão vincular, se isso não acontecer posso dizer que a partir de hoje ou amanhã está lançada a discussão nas escolas sobre a greve às avaliações no final de ano”, disse Mário Nogueira.

O líder da Fenprof recusou que este possa ser “um problema das Finanças”, porque “num universo de 110 mil professores não querer vincular 67 seria demasiado ridículo”, lembrando ainda que na vinculação extraordinária aprovada couberam cerca de 3200 docentes.

“Não se percebe porque foram excluídos estes professores, o certo é que ficaram fora deste regime de vinculação”, disse.

A proposta da Fenprof é que, conjuntamente com a portaria da vinculação extraordinária, ainda por publicar, saia também uma outra que estenda os efeitos daquela a estes 67 professores. Caso o ME continue a protelar a resolução do problema, a resposta poderá ser, caso os professores assim o entendam, a greve às avaliações finais nas nove escolas públicas do ensino artístico especializado: os Conservatórios e as as Escolas  Secundárias António Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto.

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