O regresso das manifestações

manif.JPGOs docentes portugueses começam, parece-me, a ficar um pouco fartos do discurso em torno da sua responsabilização pelo insucesso escolar e de todo um programa de trabalhos que se vai anunciando em torno de flexibilizações, articulações, transversalidades e trabalhos de projecto e em equipa.

Sobretudo porque, a par do aparente entusiasmo em darem-lhes mais trabalho e novos desafios, vê-se pouca ou nenhuma sensibilidade, do lado do governo, para os problemas da classe: entre outros, a carreira congelada, a sobrecarga de trabalho e o envelhecimento da profissão, com a reforma adiada dos mais velhos, a entrada bloqueada aos mais novos e a enorme instabilidade profissional que recai sobre os professores contratados.

Terá sido interpretando este sentimento que a Fenprof decidiu, ontem, marcar um conjunto de acções de rua destinadas a mostrar o descontentamento dos professores e educadores.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) marcou hoje, para 18 de abril, em Lisboa, uma concentração nacional de professores e educadores para reivindicar a resolução de vários problemas no setor.

No Conselho Nacional da Fenprof foi também decidida a realização de uma concentração de docentes das escolas públicas de Ensino Artístico Especializado, a 22 de março, “em defesa da abertura de um processo de vinculação extraordinária, a produzir efeitos já no próximo ano letivo”.

A 05 de abril deverá ainda realizar-se outra concentração junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no âmbito de um conjunto de iniciativas relacionadas com o Ensino Superior, “com o objetivo de garantir a indispensável estabilização dos seus profissionais”.

Anúncios

2 thoughts on “O regresso das manifestações

  1. O explicitado nos 2 primeiros parágrafos do texto, demonstra o porquê da desmotivação dos professores em implementar esta “reforma”, condenando-a ao fracasso logo à partida.
    Sem qualquer motivação em relação a contrapartidas nas suas carreiras e na sua vida profissional, não haverá adesão que chegue.

    Todo e qualquer trabalhador precisa de motivações várias, quando a sua auto-motivação está, sabe-se, pelas ruas da amargura.

    E esta verdade aplica-se a todos, incluindo os alunos e as suas aprendizagens- ou sabemos motivar, incentivar e consensualizar ou perdemo-los.

    (Isto sem falar na “reforma” propriamente dita)

    Gostar

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s