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carta-aberta.jpgCatorze associações de professores juntaram-se para defender publicamente aquilo a que chamam o Currículo para o século XXI, através de uma carta aberta que ontem à noite o blogue ComRegras divulgou em primeira mão. E onde o Paulo Guinote notou, além dos signatários oficiais, a mãozinha de uma adjunta do Secretário de Estado da Educação…

No essencial, as associações defendem o Perfil do Aluno, documento actualmente em discussão pública, concordando com a sua razão de ser, com a pluralidade de valores e competências que enuncia e com a matriz humanista que propõe para a formação das novas gerações. Até o “carácter generalista e relativamente vago” que lhe tem sido apontado é visto, senão como uma virtude, pelo menos como inevitabilidade:

…a verdade é que consideramos não poder assumir outra figura um documento com esta finalidade. Tratando-se de um texto ‘constitucional’ da educação que desejamos para os cidadãos portugueses desse futuro que conseguimos entrever, todos os contributos para melhorar a sua validade e exequibilidade devem ser integrados, tornando-o suficientemente abrangente e flexível para poder suportar os vaivéns das orientações pedagógicas e das políticas partidárias.

Além do Perfil, o outro pilar da reorganização curricular são as Aprendizagens Essenciais, ainda em preparação, num processo em que estão envolvidas as associações signatárias deste documento. Estas aprendizagens são importantes porque, explicam-nos, são elas que irão fazer a articulação entre o Perfil e os currículos. Confusos? Não é caso para isso:

Essas Aprendizagens supõem um trabalho de atualização e articulação dos programas que foram sendo elaborados nos últimos 25 anos. Mas não só. Supõem também um compromisso entre a harmonização da formação oferecida por todos os estabelecimentos de ensino do país e a necessária adaptação aos contextos específicos em que essa formação ocorre, estimulando um ensino mais significativo e motivador, capaz de convocar maior interdisciplinaridade e inovação pedagógica e didática, três vetores que consideramos essenciais para dotarmos de sentido e de maior eficiência o trabalho discente e docente.

E se ainda não estão convencidos, não é grave. Os nossos representantes profissionais também percebem que, no fundo, a importância de tudo isto é relativa. E escrevem-no, preto no branco:

Estamos conscientes de que a adoção do Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória e das Aprendizagens Essenciais não vai mudar o estado da educação no nosso país.

Em seguida o discurso perde-se um pouco, entre motivações, excelências, articulações e, naturalmente, falta de condições. E só na última frase o texto ganha de novo substância, ao referir-se, entre o que é essencial à consecução das reformas, a necessidade da…

…eliminação da precariedade endémica de que padece a escola com o fim de dignificar e rejuvenescer a profissão, tornando a docência uma opção desejada.

Ora bolas, poderiam ter começado logo por aqui!…

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