Cristas “elogia” os professores

cristas.JPGEmbora o objectivo fosse defender um Núncio enterrado até ao pescoço no caso das transferências para off-shores, a líder do CDS acabou por reconhecer, sem se dar conta, uma verdade que dificilmente os políticos portugueses conseguem admitir: se quiséssemos garantir um governo de pessoas honestas, deveríamos chamar professores para ocupar os cargos governativos. Embora, obviamente, a falta de classe de Assunção Cristas a levasse a dizer tal coisa, não como um elogio merecido, mas como expressão de um mal disfarçado desprezo pelos professores:

“No limite se nós acharmos que ninguém pode ter uma vida profissional antes de cargos governativos, então vamos ter um problema muito grande porque só podem ser governantes professores, académicos, professores de liceu e gente que não tem uma vida privada. Vale a pena perguntar se é o sistema que nós queremos e se é essa democracia que queremos construir.”

Isto não é novidade: nos inquéritos que se fazem, em Portugal e no mundo, sobre as profissões mais confiáveis, os professores aparecem consistentemente em segundo lugar, logo atrás dos bombeiros. E advogados, banqueiros, gestores e políticos estão, em quase todos os países, entre aqueles em quem os cidadãos menos confiam.

Pelo que virá a propósito dizer que, não só o CDS, mas também o Ministério da Educação, deveriam confiar mais nos professores portugueses.

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3 thoughts on “Cristas “elogia” os professores

  1. Note-se a confusão entre ter vida privada e ter interesses no sector privado.
    Dava jeito os professores não terem vida privada para estarem 24h disponíveis para a sua escolinha.
    Dá jeito estar no governo a tratar da vida privada em vez de servir os interesses do país.

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  2. E lá vêm com os professores de “liceu”!
    Não há maneira de se actualizarem e entrarem finalmente no séc XXI!

    Oi, gente, já não há “liceus”!

    E agora para outra coisa diferente: pegando em competências artísticas e tranversais, diria que A. Cristas vai muito bem com este vestido de Kiwis, acima do joelho.

    As sandálias estragam tudo. A considerar umas sabrinas.
    E retiraria o relógio, substituindo-o por , sei lá, uma bracelete ou pulseira.

    Quem é amiga, quem é?
    Vá lá embora e não fale mais em”liceus”, vá!

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  3. O “professor de liceu” dá alguma patine “ancien régime” ao discurso pobre de uma arrivista recém-chegada ao partido das boas famílias e dos direitolas “da Católica”.

    Já na escolha das toilettes, dispenso-me de comentar…

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