40º Dia Internacional da Mulher

Poster_OBR_Lisboa

No Dia Internacional da Mulher, esta quarta-feira, Portugal alia-se à Paralisação Internacional de Mulheres, uma iniciativa que reúne grupos de mais de 30 países para protestar contra as desigualdades e violência de género. Em Lisboa, a concentração vai acontecer no Rossio, ao final da tarde, onde se prevê um acto simbólico de solidariedade com o protesto internacional sob o mote “Não Me Calo”. Apesar das greves que decorrerão noutros países, a Rede 8 de Março, que reúne colectivos feministas da Lisboa, preferiu organizar uma iniciativa simbólica convidando todas as mulheres a saírem mais cedo do trabalho ou a abandonarem, por algumas horas, as tarefas da casa. O protesto também acontece em Coimbra e Setúbal.

Nos últimos anos, tem-se notado uma tendência para tornar o Dia Internacional da Mulher numa efeméride cada vez mais vazia de conteúdo, uma espécie de Dia dos Namorados em que só Elas têm direito a presente. À crescente mercantilização e normalização do dia de luta pela igualdade de género, os movimentos feministas vêm agora responder com um conjunto de iniciativas que, em diversas partes do mundo, procuram denunciar e combater o machismo, a exploração, a discriminação e a violência a que milhões de mulheres continuam sujeitas.

A Paralisação das Mulheres inspira-se em protestos recentes na América Latina contra a exploração do trabalho feminino e o assassinato de mulheres às mãos de maridos, companheiros ou namorados. Ou na Polónia, contra as tentativas de voltar a criminalizar o aborto.

Em Portugal, a violência contra as mulheres continua a ser uma realidade perturbadora, assim como as persistentes desigualdades no mundo laboral: as mulheres trabalham mais, ganham menos e têm menos oportunidades de carreira profissional. E se as últimas décadas trouxeram alguns avanços no reconhecimento da igualdade de género e dos direitos das mulheres, a recessão económica e as correspondentes tensões sociais têm contribuído para um crescente conservadorismo social que põe em risco as conquistas recentes das mulheres.

A campanha mundial pelos direitos das mulheres fala em mil milhões de mulheres (um terço da população feminina mundial) que será vítima de violência, ao longo da sua vida, pelo facto de ser mulher: agredidas, violadas, sexualmente mutiladas, escravizadas ou traficadas. E um dos lemas desta campanha é solidariedade: as activistas reconhecem que a luta contra a exploração das mulheres corre a par de todas as outras lutas sociais e políticas de grupos e minorias igualmente explorados e discriminados. E juntos, mulheres e homens de todas as raças, orientações sexuais, nacionalidades e religiões terão maiores possibilidades de vencer a injustiça, a discriminação e o preconceito.

Um feliz Dia Internacional da Mulher para todas as Mulheres, e também para os Homens que gostam delas!…

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