Praxes: e não se pode exterminá-las?

praxe-coimbra.jpgPoder, pode.

Mas não é, como tudo o que envolve culturas, relações sociais e mentalidades, trabalho para se fazer de um ano para o outro.

Nem envolve apenas as universidades e escolas superiores, embora estas tenham aqui um responsabilidade fundamental que duvido que estejam, pelo menos para já, interessadas em assumir.

Ainda assim, o estudo sobre as praxes que referi em post anterior, aponta alguns caminhos:

  • Acompanhamento jurídico e isenção de custas judiciais a todos os estudantes que recorram à justiça para denunciar crimes em praxes académicas;
  • Linha gratuita e permanente de apoio às “vítimas de violência” durante as praxes;
  • Introduzir o tema “praxe” nos currículos do secundário e ensino básico;
  • Organização de semanas de recepção aos alunos com “atividades lúdicas e festivais de integração”;
  • Programa nacional de tutorias no ensino superior, substituindo os padrinhos ou madrinhas dos caloiros por alunos do 2º e 3º anos responsáveis por acompanhar e integrar os “novos alunos”;
  • Impedir o financiamento público de atividades de praxe académica”, mesmo que esse financiamento seja “indireto” e “atribuído às estruturas informais e não legitimadas de praxe por via de associações académicas e de estudantes”.

Este apoio financeiro estará, segundo o Estudo, a ser dado sobretudo através do Instituto Português do Desporto e Juventude e por algumas câmaras municipais do interior do país. Mas o ministro, Manuel Heitor, desvaloriza este ponto, e destaca outro objectivo igualmente prioritário:

Sobre o financiamento público das praxes, um ponto criticado no estudo encomendado pelo governo, o Ministro do Ensino Superior defende que este é, mesmo que indireto, mínimo. Mais preocupante, para Manuel Heitor, é o financiamento das praxes por empresas de bebidas alcoólicas.

Quem tem noção da quantidade de casos de embriaguez e de comas alcoólicos que ocorrem durante as festas académicas não poderá deixar de concordar com o ministro.

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2 thoughts on “Praxes: e não se pode exterminá-las?

  1. Também têm bons exemplos. Hoje em dia, qualquer indivíduo que tenha ideias diferentes da ortodoxia vigente, é imediatamente apelidado de “populista” pelos politicos e comentadeiros.

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