Trabalhar para a estatística

checklist.gifO antigo bastonário da Ordem dos Médicos explica hoje, através de um exemplo simples, como se conseguem bons resultados no sector da Saúde, cumprindo objectivos e assegurando boas avaliações e os adequados financiamentos aos serviços tidos por “cumpridores”. Embora seja tudo fake, como é agora moda dizer-se.

Contrariando a lei e a ética, há hospitais e especialidades que, necessitando de seguir os doentes em consultas anuais, em vez de marcarem uma consulta de seguimento, como seria natural, dão alta da consulta aos doentes e pedem aos médicos de família para pedirem nova consulta, como se fosse uma primeira.
Assim “melhora-se” o rácio estatístico de altas da consulta e de primeiras consultas, e aumenta-se artificialmente o financiamento, mas é tudo falso.

Na Educação, a pressão para obter melhorias significativas nos principais indicadores do sucesso educativo no tempo de uma legislatura, de um mandato de director ou do intervalo entre duas visitas da Inspecção, também dificilmente garantirá bons resultados onde eles realmente interessam, que é no longo prazo, depois de uma geração inteira de alunos ter deixado a escola.

Convinha pensarem nisto, antes de despejarem em cima das escolas básicas e secundárias mais uma pseudo-reforma educativa construída em cima do joelho, sem investimento nas condições materiais e humanas necessárias à sua concretização e, pior do que isso, sem ganharem minimamente para a causa os professores que irão dar o corpo ao manifesto.

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