O boneco das 10 competências é giro…

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Mas não sei onde é que a jornalista do Expresso descobriu que, de acordo com os planos do ministério, Matemática e Português perderão horas para 
as ciências sociais. Se 25% da organização curricular passar para o âmbito da autonomia das escolas, até é bem possível que aumentem, sobretudo se o ME continuar a elaborar rankings escolares com base nos resultados dos alunos nos exames de Português e Matemática.

Uma educação baseada no domínio de competências transversais, como a actual equipa ministerial parece defender, poderá ser a melhor preparação possível para um futuro incerto e em rápida mutação. Mas esta “mudança de paradigma” não pode ser feita desvalorizando os saberes académicos tradicionais nem imposta sem que os alunos e as suas famílias percebam e apoiem as mudanças.

A escola dita do século XXI não pode ser apenas a versão low-cost de algumas experiências pedagógicas do século XX, concebida para poupar dinheiro e como destino das crianças e jovens cujas famílias não podem ou querem colocar os filhos no ensino privado.

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2 thoughts on “O boneco das 10 competências é giro…

  1. já não sei o que mais dizer destas “reformas curriculares” que mais parecem “reformas circulares”, tal se parecem com o que já foi feito de semelhante há décadas e décadas anteriores.

    É o tal conceito de “reformas por camadas” pelas quais já passámos todos- professores e alunos. tendo 2 filhos com ano e meio de diferença de idade, sei o que é apanhar com estas reformas rapidinhas, como EE e como docente.

    Só quem não sabe como funcionam as escolas é que desconhece que nada disto é novo – há ed para cidadania, há os PTTs (planos de trabalho de turma) onde algumas disciplinas fazem trabalho de projecto, há clubes, há educação para a saúde, para a sexualidade, para o ambiente, para educação rodoviária, para trabalhos com a comunidade envolvente, etc, etc.há projectos nacionais e internacionais…..

    Resumindo, não é o boneco com as 10 competências que me causa falta de motivação.
    É o facto de nada ser novo e de tudo ser acrescentado sem que se faça uma limpeza de reformas anteriores, buscando o que tem resultado e fazendo delete do que causa ruído.

    Acima de tudo, e para eliminar o ruído, dever-se-ia deixar claro o que se entende por:
    – flexibilidades
    – transversalidades
    – trabalho de projecto
    – competências
    – diferenciação pedagógica
    – apoios
    – tutorias
    – parcerias
    – coadjuvações
    – etc

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  2. Ainda me lembro, há cerca de 10 ou mais anos, ter 1 acção de formação sobre flexibilidades….

    Ao fim de meia hora de exposição por parte do formador, perguntei -lhe se resumiria o que disse ao seguinte:estive a dizer que o conhecimento/informação/ conteúdos eram menos importantes do que as competências.
    A resposta foi: sim.

    Levantei-me, cumprimentei os participantes , arranjando uma desculpa qualquer, e saí.

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