Seis ex-ministros à mesma mesa

exministros.jpgDa notícia do Público recolho as principais notas da reunião dos seis ex-ministros da Educação sob a égide da FFMS. Nada de especialmente novo ou imprevisível, diga-se desde já.

Maria de Lurdes Rodrigues reconheceu a impossibilidade de avaliar os professores em Portugal. Incapaz, como é seu timbre, de reconhecer os erros, insuficiências e injustiças das medidas que tentou impor, prefere constatar: “é nosso dever arranjar outros instrumentos que permitam alcançar os mesmos objectivos – melhorar o recrutamento e as competências – sem os confrontos e as crispações a que assistimos”.

Menos pragmática e mais melodramática, Isabel Alçada revelou que recebeu a notícia dos bons resultados dos alunos portugueses nos testes PISA com “lágrimas nos olhos”. E atribuiu os louros a medidas tomadas por outros governantes socialistas, Marçal Grilo e Lurdes Rodrigues.

Nuno Crato, como seria de esperar, destacou a importância dos exames e das metas curriculares, que ele próprio introduziu, para a melhoria dos resultados mais recentes.

David Justino aponta o excesso de retenções como o principal problema do nosso sistema educativo, considerando-o uma verdadeira “destruição do capital humano”.

Marçal Grilo reconhece que estamos melhor agora do que na viragem do milénio, vendo nos dias de hoje uma cultura de avaliação e exigência que antes, na sua opinião, não existia.

Uma palavrita sincera para elogiar o trabalho abnegado dos professores, que vá para além de dizerem que estamos mais motivados para cumprir os objectivos deles – não sei se estaremos! – ou um discurso menos auto-justificativo do que eles próprios fizeram e mais focado nos alunos, os reais destinatários das políticas educativas: isso é que não. Ou se houve, não transparece da reportagem jornalística.

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4 thoughts on “Seis ex-ministros à mesma mesa

  1. Isto só com um bocadinho de humor é que lá vai.

    Pois tinham posto uma mesa redonda e à volta sentar-se-iam estes experts , à semelhança dos Cavaleiros da Távola Redonda , no reino do rei Arthur em Camelot. Teríamos então o rei (já mencionado), Lancelote, Persifal, e os outros que agora não me lembro, apesar de me lembrar da lady Guinevere e também do Galaaz, que, reza a lenda, foi o que encontrou o Santo Graal por ser o único puro do grupo, que, enfim, não era propriamente assim tão virtuoso.

    A chefiar os cavaleiro, na távola redonda neste painel séc XXI, definitivamente uma Morgana, aqui representada por MLR. A seu lado,Merlin, agora representado pelo sempre eterno David Justino.

    No fundo todos estão a tentar sacar a espada do rei Arthur e na quest pelo Holy GrailSó que a velha lenda tem muito mais piada.

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  2. A Lurdes a ser Lurdes. Talvez não faça sentido avaliar os professores como ela quis fazer. Preocupemos-nos, então, em melhorar a escola (cada uma com as suas particularidades), e mobilizar os seus professores em torno desse objetivo.

    Da Alçada talvez diga alguma coisa com interesse quando conseguir largar o Xanax.

    O Crato, também sabe que é difícil avaliar os professores. Tentou ir chegar lá de outra forma, impondo avaliações externas aos alunos, e por essa via tornar os professores mais zelosos (esqueceu-se que as escolas podem desviar os professores mais desleixados para as vias sem avaliação externa – as dos pobres: profissionais, vocacionais, etc.).

    O Justino diz sempre o mesmo.

    Do Grilo vem o discurso balofo e inconsequente do costume, não muito diferente daquilo que foi como ministro.

    Fizeste bem em ignorar a Carmo.

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