Interrupções da gravidez continuam a diminuir

ivg1.JPGUma boa síntese, feita pelo Expresso, das estatísticas sobre interrupção voluntária da gravidez (IVG) ontem divulgadas e que fazem um balanço positivo dos dez anos decorridos desde que foi legalizada a IVG a pedido da mulher.

Seguindo a tendência internacional, e contrariando os que anteviam uma subida das práticas abortivas com a sua legalização, a verdade é que, depois de uma ligeira subida inicial, o número de IVGs tem vindo a descer continuamente desde 2011. E desde 2012 não há qualquer registo de morte materna em consequência da interrupção da gravidez.

A esmagadora maioria das interrupções ocorreram na primeira gravidez, e olhando para a situação sócio-profissional das mulheres que optaram pela IVG, percebe-se que a principal razão para o terem feito estará relacionada com a insuficiência  de recursos económicos para criarem o filho: predominam as mulheres desempregadas, as trabalhadoras não qualificadas e as estudantes.

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O que deveria dar que pensar aos militantes dos movimentos ditos pró-vida: as más condições de vida, os baixos salários, o desemprego, a precariedade e a instabilidade laboral levam muitas potenciais mães a desistir de ter filhos, e isto contribui decisivamente para a redução da natalidade. É tempo de mudar esta triste realidade, não tentando obrigar as grávidas a terem os filhos que não querem, mas proporcionando as condições que possam convencer mais mulheres a querer levar a gravidez até ao fim.

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