18 milhões para formar para o sucesso

moneyA notícia poderia começar por aqui: sacámos 14 milhões do POPH, o Orçamento do Estado entra com o resto, e com isto vamos, até ao final do próximo ano lectivo, dar formação a cerca de 35 mil professores no âmbito dos planos de promoção do sucesso escolar.

O programa congrega um conjunto alargado de medidas, desde o pré-escolar ao trabalho sobre o currículo, assumindo o ministério que a formação contínua dos docentes é também um preditor de sucesso escolar.

A formação deverá ser assegurada através de parcerias com Instituições de Ensino Superior, sociedades e peritos, privilegiando a modalidade oficina, com experimentação em sala de aula.

Segundo a mesma nota, a formação de âmbito transversal contempla múltiplas áreas, entre as quais, metodologias ativas de ensino-aprendizagem em contexto de sala de aula, orientações curriculares para a Educação Pré-escolar, bibliotecas escolares em trabalho conjunto com o diretor de turma, gestão flexível do currículo e interdisciplinaridade, aprender e ensinar com TIC, educação inclusiva e gestão da diversidade, Inovação e desenvolvimento curricular, educação para a cidadania e formação de psicólogos.

Resta saber se entre os formadores teremos gente sabedora dos assuntos e com ideias inovadoras, ou se assistiremos à eterna reciclagem dos teóricos e das teorias que ouvimos há décadas, muito bonitas no papel mas com escassa aderência à realidade.

É que se fala muito no envelhecimento da classe docente, mas referem-se pouco as pedagogias datadas e os pedagogos passados da validade que continuam a vender-nos, tantas vezes com beneplácito governamental, as suas receitas falhadas.

Ou, dito de outra forma, se estes 18 milhões vão mesmo promover o sucesso escolar no básico e secundário ou serão apenas uma forma de distribuir dinheiro a professores e instituições do ensino superior carentes de alguma liquidez.

Ainda assim, depois dos planos para o sucesso aprovados e dos docentes colocados, ainda que a conta-gotas e, em muitos casos, tarde e a más horas, estava a faltar a vertente da formação contínua dos professores, algo que tem andado, nos últimos anos, a níveis próximos do zero absoluto.

Aí temos então uma ocupação suplementar para a nossa componente não lectiva, esperando-se que não venha a ser tempo perdido para os professores envolvidos. Como infelizmente tantas vezes sucede nestas formações dadas por encomenda.

 

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