A escolha de Trump para a educação

betsy.JPGA republicana Betsy DeVos, nomeada por Trump para dirigir o departamento de Educação, está ao nível do que já nos habituámos a esperar dos parceiros que irão formar o governo do novo presidente dos EUA: lobbista, promotora do trabalho infantil e do financiamento público a escolas privadas, defensora dos cortes no financiamento das escolas públicas e hostil aos direitos dos professores e aos seus sindicatos.

Algumas passagens da notícia do Expresso são suficientes para lhe traçar o retrato:

O Instituto Acton, um think tank conservador com estatuto de organização sem fins lucrativos que durante anos recebeu milhares de dólares em doações de Betsy DeVos e da sua família, defendeu recentemente que as crianças devem voltar ao mercado laboral. No início de novembro de 2016, o grupo financiado pela milionária que Donald Trump nomeou Secretária da Educação publicou um post no seu blogue oficial onde diz que legalizar o trabalho infantil é “um presente com que os nossos filhos conseguem lidar”.

“Ao nomear DeVos, Trump está a dizer alto e bom som que as suas políticas de educação vão ser focadas na privatização, na retirada de financiamento e na destruição da educação pública na América”, disse o Presidente da Federação Americana de Professores, Randi Weingarten, citado pela CNN.

“Ela tem feito lóbi a favor de esquemas falhados, como os vouchers, que retiram às nossas escolas públicas fundos e controlo local para financiar as escolas privadas à custa dos contribuintes”, acrescentou a Associação Nacional de Educação logo após o anúncio da nomeação de DeVos. “Estes esquemas não só não fazem nada para ajudar os nossos alunos mais vulneráveis como ignoram ou agravam as óbvias lacunas de oportunidade. Ela tem forçado de forma consistente uma agenda corporativa para privatizar a escola pública.”

Num artigo publicado na semana em que se soube ser a eleita de Trump para a Educação, o “New York Times” sublinhava que “é difícil encontrar alguém mais apaixonado pela ideia de retirar dólares públicos às escolas tradicionais públicas do que Betsy DeVos”. Durante quase 30 anos, aponta o jornal, “enquanto filantropa, ativista e dadora do Partido Republicano”, a mulher que Trump escolheu para gerir o sistema de ensino público “trabalhou afincadamente para dar a famílias dinheiro dos contribuintes na forma de vouchers para que [os seus filhos] vão para escolas privadas ou paroquiais, exerceu pressões para expandir a rede de escolas charter financiadas com dinheiros públicos mas de gestão privada e tentou retirar poder de influência aos sindicatos de professores”.

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