Acordo ortográfico: tudo como dantes…

reforma-ort.jpgParlamento diz não a revisão do Acordo Ortográfico

MNE rejeita alterações a acordo ortográfico

Parlamento e Governo estão unidos na rejeição da revisão do AO90 proposta pela Academia de Ciências de Lisboa. Os argumentos vêm na linha do que já por aqui se foi antecipando: um tratado internacional não se altera unilateralmente, há que concluir a primeira fase do processo, que é a aprovação e a entrada em vigor do AO90 em todos os países que o aprovaram, e só depois se poderá pensar em alterações.

Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura e actual deputada do PS, vai um pouco mais longe, e devolve a bola, ou melhor dizendo, a proposta de revisão do acordo, para o lado da ACL:

“Porque é que a Academia não apresenta as suas sugestões em sede própria?”, questiona a deputada socialista, referindo-se ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa, que trabalha na constituição do VOC [Vocabulário Ortográfico Comum]. “A ACL tem orçamento proveniente do OE para participar no VOC, não sei porque não o fez até agora”, acusa a ex-ministra da Cultura.

Canavilhas considera ainda a atitude da ACL como “extemporânea e um bocadinho lírica” com o único fito de representar as “vozes dissonantes”. “Reconheço que o AO tem falhas e que este é um documento sensato”, mas não pode ser exposto como uma “conversa de café” ou uma “tertúlia literária”, como classifica a audição que esta terça-feira ocupou os deputados da Comissão Parlamentar de Cultura por mais de três horas.

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