Sem perguntas não há notícia

O boicote a conferências de imprensa onde os jornalistas não tenham direito a fazer perguntas e às entidades que façam blackout aos órgãos de comunicação social foi uma das propostas que mereceu luz-verde dos jornalistas presentes, com direito a aplauso depois de anunciada a aprovação pela maioria.

Congratulo-me por esta decisão tomada no 4º Congresso dos Jornalistas ter sido levada a sério pelo menos por um jornal português.

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O Jornal de Barcelos deixou em branco o espaço que tinha destinado à cobertura de uma conferência de imprensa do PS local quando, depois de ter enviado ao local os seus repórteres, estes foram confrontados com uma declaração sem direito a perguntas.

A função do jornalista não é ser pé de microfone, embora alguns profissionais se tendam a prestar, com demasiada facilidade, a esse papel. Faz-se, isso sim, questionando as “fontes” e procurando o contraditório. E é para isso que servem as conferências de imprensa, pois para dar a conhecer um texto bastaria enviá-lo directamente para as direcções dos jornais.

Esperemos agora que o exemplo frutifique e que outros órgãos de comunicação, incluindo aqueles que se consideram “de referência” no jornalismo português, tenham a coragem de tomar idêntica atitude sempre que forem condicionados no direito e no dever de informar o público.

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