O presidente do Instituto Superior Técnico optou pelo artigo de opinião em vez da publicidade paga para promover os cursos de pós-graduação em funcionamento no IST. Seria aceitável, se não andássemos demasiadas vezes e há demasiado tempo a ouvir a cassete da competitividade, da formação ao longo da vida e da quarta revolução industrial.
De acordo com uma estimativa muito divulgada, 2/3 dos alunos que agora iniciam a sua formação escolar irão trabalhar em profissões que ainda não existem. Mais do que aconselhada, a formação ao longo da vida é essencial para manter a competitividade de uma carreira profissional.
Ora vamos lá ver: mesmo admitindo que os alunos do Técnico ainda serão dos que mais facilmente encontram trabalho à altura das suas competências profissionais, para sermos honestos, e numa perspectiva a médio e longo prazo, deveríamos dizer:
2/3 dos alunos que agora iniciam a sua formação escolar não terão emprego na área profissional em que se formaram, seja em velhas ou em novas profissões, e muitos deles não irão ter trabalho de todo, pois toda a revolução tecnológica em curso está cada vez mais focada, não em criar novas profissões, mas em suprimir postos de trabalho.