Reflexões natalícias

natal.gifNas evocações natalícias, o Pai-Natal parece ter destronado, em definitivo, o Menino Jesus.

Pois o Natal tornou-se a festa maior do consumismo, aquela em que recebemos o que não nos faz falta e se dão presentes para bem-parecer.

E a omnipresença dos telemóveis e de outros zingarelhos tecnológicos faz com que mesmo a festa de família se transforme muitas vezes numa reunião de ausentes. Marcam presença, mas pouco convivem, pois cada um vive imerso no seu próprio mundo virtual.

Ano após ano, sobrevém uma indisfarçável sensação de vazio nesta altura do ano. Feita de tudo o que, em comparação com os natais de outros tempos, se vai perdendo irremediavelmente.

Ou então não é nada disto, mas apenas a evolução natural dos costumes, da sociabilidade, maneiras de pensar e das formas de exprimir, tudo isto temperado pelas possibilidades que o novo mundo tecnológico nos vai abrindo, na comunicação e na relação com os outros.

Mudanças que os mais novos incorporam com naturalidade, e a que outros, mais velhos, têm maior dificuldade em adaptar-se. Uma explicação quase convincente, não fossem por vezes os de mais idade os mais viciados no gadget viciante e na conversa de chacha das redes sociais…

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