Dia de S. Ranking

taça.jpgChegou o dia mais ansiosamente aguardado pelos teóricos da educação, directores de escolas públicas e privadas, proprietários de colégios e mentores dos respectivos “projectos pedagógicos”. O dia em que, da análise estatística das notas obtidas pelos respectivos alunos nos exames nacionais, se procura inferir da qualidade das escolas e do sucesso obtido pelos seus estudantes.

Este ano o ranking fica reduzido aos resultados do 9º ano e do secundário, uma vez que em 2016 já não se fizeram provas nacionais no 4º e no 6º. Mas os experts da análise estatística tentam compensar a diminuição do universo de avaliações feitas com a multiplicação de instrumentos e indicadores de análise.

Uma coisa é certa: na nossa opinião-que-se-publica continuam a dominar os defensores acérrimos da publicação dos rankings e do máximo de informação possível que lhes diga respeito ou que ajude a contextualizá-los. Porque é importante, “perceber o que se passa” na educação portuguesa.

Se depois fazemos alguma coisa de concreto e consistente com esse conhecimento, a fim de corrigir os problemas e atenuar desigualdades e assimetrias que, pelo contrário, se têm vindo a agravar, isso já é outra conversa.

E agora se me dão licença vou ali ver uns rankings.

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2 thoughts on “Dia de S. Ranking

  1. Vende-se mais uns jornais
    Continua-se a comentar
    Lêem-se os excels
    Quebra-se a monotonia, com comentários de quem é a adepto e não adepto de rankings
    Tenta-se descobrir a roda e o fogo

    Para o ano há mais.

    PS: se estes rankings têm uma vantagem, devia ser para as escolas e “comunidades escolares”. No máximo, dar-se-iam, publicamente, dados muito gerais.

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  2. Se me permite, um bom texto de Santana Castilho ainda sobre os PISA. Ele tem dias, mas este foi um dia bom:

    “Quando toca a hora de colher louros, é enternecedor ver ex-ministros, que se digladiaram e reclamaram autores de teses opostas, aceitarem que as suas políticas, juntas, produziram bons resultados. O paradoxo talvez se resolva se trocarmos as premissas da equação. Se em vez do “graças a Lurdes Rodrigues” ou do “graças a Nuno Crato”, dos prosélitos, tentarmos os bem mais certos “apesar de Lurdes Rodrigues” e “apesar de Nuno Crato”.
    (…)

    “A modéstia e a humildade seriam prudentes se estes dois carrascos dos professores, finalmente, se tivessem enxergado e entendido que o acontecimento a celebrar é simples e exprime-se assim: apesar do aumento desmesurado das cargas de trabalho, do congelamento das carreiras, da perda de salário, de um ambiente institucional burocraticamente opressivo e inútil e das repercussões na disciplina escolar da degradação social de muitas famílias, os professores portugueses, com dignidade e responsabilidade profissional ímpares, aguentaram, não abandonaram os seus alunos e fizeram-nos progredir. ”

    http://eduprofs.blogspot.pt/2016/12/a-opiniao-de-santana-castilho.html

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