Querido director

As escolas não querem abdicar da figura do diretor, contrariamente ao que reivindica a Federação Nacional de Professores (Fenprof), avançou esta segunda-feira Filinto Ramos Lima, da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDAEP).

As escolas não querem deixar de ter diretores, embora aceitem que sejam eleitos “por um corpo eleitoral mais amplo”, avançou Ramos Lima, da ANDAEP, que ontem auscultou dezenas de profissionais em Coimbra e Lisboa.

Uma notícia curta do JN de ontem, mas significativa.

Para começar, regista o súbito enobrecimento do presidente da ANDAEP, o Filinto que agora passou a ser também Ramos Lima.

Depois a sondagem instantânea que, ouvidas umas “dezenas de profissionais” (directores, professores, pessoal não docente?), permitiu de imediato concluir qual o querer dos professores portugueses.Quais sindicatos, quais quê? O Ramos Lima é que sabe!

E o que querem então os professores, mais do que tudo? Os seus queridos directores, figuras de referência da comunidade escolar, criações dessa ilustre ministra, Lurdes Rodrigues de seu nome, de quem conservamos saudosa lembrança.

Criou outra coisa, a sinistra ministra. Uma corte de directores a que chamou conselho de escolas. E convenceu os directores que ali tomaram assento de que, como líderes das respectivas comunidades educativas, eram eles os legítimos representantes das escolas e de todos os que nelas estudam e trabalham.

A patranha foi tão bem contada que alguns ainda acreditam nela.

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