Pensamento crítico

Pode existir pensamento crítico aos 8 anos de idade?

Julguem por vocês mesmos, mas a avaliar pelo despacho e a convicção da miúda a defender a sua ideia, eu diria que sim.

Em coerência com o que já escrevi antes e ao contrário de quem parece defender que só no fim de uma aprendizagem demorada e exigente se adquiriram os conhecimentos e competências necessários para que cada um consiga pensar por si próprio, eu apostaria mais na dialéctica entre as duas coisas: ir aprendendo e ao mesmo tempo reflectindo no que se aprende, confrontando com o que já sabíamos ou julgávamos saber.

Para isso, precisamos que a aprendizagem se faça com tempo, não necessariamente para ensinar muitas coisas, mas para trabalhar melhor aquilo que se aprende.

Precisamos de aprendizagens significativas, não de listas maximalistas de metas e descritores, nem duma montanha de conhecimentos que rapidamente se esquecem depois de debitados num exame ou teste de avaliação.

Precisamos de dar corpo a uma verdadeira autonomia pedagógica para as escolas e os professores.

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4 thoughts on “Pensamento crítico

  1. Acho que não percebeste o que escrevi ou não quiseste perceber.
    Não defendi metas maximalistas e demoradas (pelo contrário, afirmei é que com tempo, muito do que agora parece longo, deixa de o ser)mas aprendizagens que permitam ter um pensamento critico que seja inconsequente, por falta de informação.
    Não falei de crianças com 8 anos.
    Enfim, algumas coisas só se passam na cabeça de quem lê.

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  2. E não deixa de ser “significativo” que o facto de eu ter escrito que a aprendizagem da cidadania começa na vida na escola e que os modelos únicos são a negação de uma diversidade democrática tenha sido deixado de lado.
    Opções.

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    • Repara que não és só tu que pedes mais tempo para as aprendizagens. As Ciências, as Expressões, até mesmo o Português a a Matemática a pretexto da avaliação externa, também querem.

      E depois vamos a ver e já somos dos países onde os miúdos passam mais tempo nas salas de aula.
      Estou a pensar especialmente no 3º ciclo, onde a fragmentação curricular raia o absurdo e as medidas voluntaristas do Crato, ao permitir a cada escola fazer ajustes à vontade do freguês ainda desequilibrou mais as coisas.

      Isto é um problema que só se resolve com uma revisão curricular bem pensada, que se por um lado precisa de consensos por outro também tem de ter a coragem de mexer nalgumas vacas sagradas.

      Mas isto não é para já, por isso o que se pode fazer agora, e acho que será positivo, se a ideia não for desvirtuada, é definir o tal programa mínimo. O tal que eu consigo dar em 90 minutos sem andar a despejar matéria em cima dos alunos mas me dá margem para aprofundar tudo o resto se dispuser de mais tempo.

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  3. De resto, acho que se depreende do texto e do contexto que as metas “maximalistas” são as metas curriculares do Crato, não digo que é o que defendes.

    Sobre a importância da gestão democrática e colegial estamos obviamente de acordo.

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