O muro da estupidez

Quatro metros de altura, um quilómetro de comprimento e uma imensidão de estupidez. Estas podiam ser as medidas do novo muro que os ingleses vão pagar para os franceses construírem junto ao porto de Calais, que possui uma comunidade permanente de refugiados a tentar penetrar no Reino Unido através daquele ponto.

David Pontes reflecte no JN sobre a inutilidade de um muro que pode empurrar os refugiados, que em Calais tentam alcançar solo britânico, uns quilómetros mais para trás, mas que nada resolve em relação às razões que levam milhões de pessoas, todos os anos, a deixar dos seus países, fugindo à guerra, à fome e à miséria e procurando na Europa uma vida melhor.

É notória a hipocrisia do discurso das direita neoliberal, que tece loas à globalização e nos tenta convencer das vantagens e da irreversibilidade de um mundo sem fronteiras nem barreiras de qualquer espécie. Vai-se a ver e o levantamento de restrições de circulação diz respeito apenas às mercadorias, aos capitais e aos serviços. Quando se tenta que a globalização chegue às pessoas concretas, aí reerguem-se muros para confinar os cidadãos, impedindo que se movimentem.

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