Je ne suis pas Charlie

Parece ser o sentimento dominante nas redes sociais, sobretudo em Itália, perante a forma como o jornal satírico francês Charlie Hebdo resolveu retratar as vítimas do sismo que assolou a região de Amatrice.

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Respeito a liberdade de expressão e percebo que o uso eficaz de uma linguagem sarcástica e humorística necessite por vezes de ultrapassar os limites do que consideramos decência ou bom-gosto.

Também noto o relativismo cultural de um certo chauvinismo muito francês que achará piada à figura grotesca de um Maomé a esconder explosivos debaixo do turbante, sem pensar no que isso tem de ofensivo para um Muçulmano devoto, mas já não tolerará o desrespeito de valores tidos como ocidentais.

Dito isto, a verdade é que o boneco não tem piada alguma. É uma ofensa perfeitamente gratuita à sensibilidade das pessoas, sobretudo daqueles que perderam familiares ou amigos no terramoto. Como diria um outro humorista, esse português e bem mais consensual, não havia necessidade. Ou haveria?…

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