De que galáxia veio este cronista?

tumblr_m6r7ujT1HP1ql1aydo1_400.gifA uma semana da data marcada para o arranque do ano escolar, poucas são as famílias que sabem o que as espera. Mas vamos pelo princípio do verbo. As escolas abrem algures entre o dia 9 e o dia 15. Pelo meio, temos o fim de semana. E mais uma mão cheia de dias para que cada estabelecimento se possa ir organizando. Uma organização tão difícil, que a larga maioria ainda não comunicou aos pais o dia do princípio do verbo.

Até lá, é o costume. Não se conhecem as turmas. Nem os horários. Nem se as crianças ficam na opção “a” ou na opção “b”, mais perto ou mais longe de casa. Nem se têm mais aulas de manhã ou de tarde. Nem em que ocupações pensar. Nem em que tempos o fazer. Em muitos casos, tendo em conta que cada agrupamento determina os manuais, nem sequer se sabe que livros comprar. É o terceiro mundo no seu esplendor.

Não sei se haverá muitos pais e encarregados de educação a reverem-se na descrição do caos feita pelo cronista do DN, uma ficção que poderia ser aceitável vinda de um qualquer alienígena que chegasse até nós e, inspirado por alguns exemplos de desorganização e falta de profissionalismo, sei lá, na política, na justiça, na banca ou no jornalismo, resolvesse imaginar que algo semelhante se passaria nas escolas portuguesas.

A verdade é que quase nada do que por ali está escrito bate certo com a realidade:

  • A generalidade das escolas têm afixadas as datas para recepção dos alunos e encarregados de educação e início das aulas, informação que também pode ser obtida pelos interessados através da internet ou por telefone;
  • As turmas estão homologadas desde Julho e em princípio as listas dos alunos, incluindo as disciplinas opcionais, devem estar também afixadas nas escolas desde essa altura, embora possam ainda ocorrer alterações, geralmente por motivos alheios às escolas, como ordens do ministério ou pedidos de transferência ou mudança de turma requeridos pelos pais;
  • Os manuais escolares requeridos são os que foram oficialmente adoptados por cada escola e estão todos neste site do ME;
  • Os horários são a última coisa a ser feita e divulgada, porque dependem de um grande número de factores e condicionantes, mas os horários de funcionamento de cada escola e dos transportes escolares estão definidos há muito tempo;
  • Com a escola a tempo inteiro, há muito que acabou a escola “mais de manhã” ou “mais à tarde”, relíquias de um tempo em que havia mais alunos e menos escolas e o recurso aos turnos era essencial para conseguir acomodar todos os estudantes nas escolas e salas existentes.

O DN tem jornalistas atentos e bem informados sobre os temas de educação. Talvez o cronista desinspirado pudesse aprender alguma coisa com eles antes de escrever disparates.

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