O moralista e a facada no matrimónio

horta-osorio.JPGO CEO do Lloyds Bank, o português António Horta Osório, terá tido um romance com uma antiga conselheira do Tony Blair, escreve o jornal britânico The Sun.

Um dos mais bem pagos banqueiros do mundo terá passado uma temporada em Singapura com Wendy Piatt num hotel de cinco estrelas. A mulher, garante o periódico, foi vista a entrar e a sair várias vezes do quarto do homem, de 52 anos, e até teria uma chave do quarto do executivo.

Casado e pai de três filhos, Horta Osório estava em Singapura para participar numa conferência internacional, em junho passado. Piatt estava na mesma cidade para “fortalecer laços com universidades estrangeiras”, acrescentou o jornal.

Menos atento, em tempo de férias, ao que vai saindo nos jornais, passou-me despercebida esta breve notícia que a imprensa sensacionalista veiculou, há cerca de duas semanas, sobre o banqueiro português que dirige o Lloyds e a escapadela romântica com a amante num hotel de Singapura.

A hipótese de as férias de luxo terem sido pagas pelo próprio banco foi entretanto descartada, pelo que sobra a questão moral, a relação extra-conjugal de um homem de meia-idade, casado há 25 anos. Ora bem, casos destes são relativamente vulgares, pertencem à esfera da vida privada dos envolvidos e não deveriam ser trazidos à praça pública, dir-me-ão. Ainda para mais quando a legítima parece não se importar com o assunto.

Mas a verdade é que há aqui um interesse público em debater a notícia, que deriva do facto de Horta Osório se ter armado em moralista há uns tempos atrás e, na qualidade de banqueiro, ter publicado um código de conduta para os seus empregados no banco. O homem que agora foi apanhado a encontrar-se com a amante em quartos de hotel é o mesmo que aconselha os subordinados a moderar o seu comportamento, tendo em conta a forma como este é visto pela família e amigos.

Andaríamos bem melhor se cada um usasse os seus princípios morais para nortear a sua própria vida, em vez de querer impor aos outros padrões de exigência que não sabe ou não quer aplicar a si mesmo: eis o que se conclui da pouco edificante história do moralista Osório, por enquanto ainda banqueiro português em terras de Sua Majestade.

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